joão rapagão

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CASA M+F

Cerca de cem anos separam os dois tempos da casa, o da actuação e o da ampliação proposta. O primeiro tempo (1906) está marcado por uma morfologia e tipologia balnear em Miramar, com uma linguagem e imagem romântica e nostálgica do início do século XX. É composto por dois volumes, um, a Norte, associado à rua de acesso ao mar, destinado a habitação unifamiliar, outro, a Sul, destinado a garagem. Ambos são ampliados nos usos e nas formas por dois volumes que marcam o segundo tempo (2012). 

As adições actualizam a escala dos usos individuais e sociais, dimensionando os espaços para uma utilização e fruição permanente, comum, como acontece na sala Norte, e satisfazem os usos funcionais mais exigentes como, por exemplo, a cozinha, a lavandaria e rouparia. Recebe, ainda, a Norte, uma biblioteca onde se assimilam conhecimentos e se ensaiam instrumentos musicais. Um espaço destinado a um gestor de empresas e um ateliê destinado a uma criadora de moda criam condições e instalações que validam o conceito work at home. Um volume novo é destinado à garagem e à sala Sul. 

As adições e ampliações descritas evoluem e progridem volumetricamente sobre o vazio central da parcela, criando um pátio animado e formalizado pelas duas frentes de vidro que relacionam visualmente as vivências e experiências familiares a Norte e a Sul. Entre as duas metades, um passadiço térreo assente sobre uma circulação e distribuição enterrada, associam as duas salas relacionadas e voltadas para o pátio. As ocupações diárias, entre o despertar e o jantar, passando pelo brincar, criar ou estudar, ocupam e circulam pelos diversos espaços dos diversos corpos. Divididos nos espaços individuais e vocacionais dos vários utentes, mas reunidos nos espaços sociais, a organização evolutiva e rotativa anima a casa que progride, assim, com as idades dos seus habitantes. 

A depuração formal e espacial das adições e ampliações contrastam com a imagem e linguagem datada do existente. Os vãos horizontais, extensos, concorrem para esta distinção e separação temporal, claramente contemporânea. Os materiais e os sistemas construtivos tradicionais ou actuais introduzidos e assumidos com contemporaneidade e neutralidade confirmam o intervalo de cerca de cem anos, com unidade e continuidade espacial.

Local
Vila Nova de Gaia

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