C. PRATA ARQUITETOS

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Casa Eng. Raimundo Delgado

As condições morfológicas do local foram determinantes nas opções de projeto, no que respeita à interpretação do programa na sua relação com o sítio, entendido como parte de uma unidade ambiental mais ampla – a faixa costeira.

A localização proposta para o edifício procura o maior afastamento possível relativamente ao limite Poente do terreno, por forma a garantir a existência de uma grande área livre frente à casa, o que, em conjunto com a encosta arborizada a que o edifício se adossa, permitirá o seu melhor enquadramento na paisagem natural envolvente.

Dada a dimensão do programa e do terreno, optou-se pelo desenvolvimento do edifício em dois pisos, resolvendo-se a cobertura em laje plana por forma a diluir a presença do volume construído.

O acesso automóvel à garagem faz-se pelo Caminho Público que limita o terreno a Nascente, não existindo assim um espartilhamento da área livre frente à habitação que é tratada de uma forma contínua, contando apenas com percursos de peões e respectivas estadias, o que possibilita reduzir substancialmente a área de terreno impermeabilizada.

O projeto procura também compatibilizar outras condições locais com o programa do edifício, por forma a garantir:

. a abertura do campo visual sobre o mar a partir de todos os compartimentos da habitação de uso diurno, tratando-se as aberturas que ocupam a dimensão total da superfície definidora destes espaços, como écrans onde se projeta a paisagem que daí se disfruta;

. a criação de um espaço de estar exterior, em contiguidade com o interior, simultaneamente: abrigado dos ventos dominantes; com privacidade, relativa, desde pontos de vista exteriores ao terreno; e disfrutando, ainda, da vista sobre o mar, embora com enfiamentos visuais filtrados através do espaço interior do edifício;

. a proteção dos ventos dominantes de Verão, o que determinou o completo encer- ramento do edifício a Norte, o que resulta também vantajoso sob o ponto de vista do seu comportamento térmico. Esta opção permitiu aproximar a construção da extrema Norte do terreno, reduzindo assim a área livre com condições naturais mais desfavoráveis, e por isso permitir criar diferentes espaços de estar no exterior em contiguidade com a zona mais estável da sala comum e com a cozinha.

Na organização interna do edifício procurou-se conseguir uma grande flexibilidade na articulação dos espaços em que o programa se decompunha.

No piso térreo, a sala comum corresponde a um grande espaço único organizado em níveis diferenciados, tanto interiormente como na relação com o exterior, não existindo uma demarcação espacial, mas apenas funcional, das áreas de circulação. Também na cozinha existem dois níveis distintos que marcam a separação entre a zona de preparação de alimentos e a área de tratamento de roupas, ambas em contiguidade direta com o exterior.

No segundo piso apenas se compartimenta com carácter definitivo os espaços destinados ao quarto de casal e quartos de banho. A restante área possui elementos amovíveis de encerramento (à exceção das paredes que delimitam a caixa de escadas), o que possibilitará dife- rentes formas de articulação dos espaços inicialmente previstos no programa – escritório, saleta e mais um quarto pequeno – permitindo assim que a construção melhor se adapte à inevitável, e imprevisível, evolução do programa ao longo do tempo.

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