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Área servida

Matosinhos – a indústria, a fé, a arquitetura 

Local habitado a milhares de anos, sítio de reverência ao “Senhor de Matosinhos”, suporte da economia nacional com o seu Porto de Leixões e a sua refinaria em Leça da Palmeira, berço de Álvaro Siza Vieira… Assim é Matosinhos! Fazendo parte da região densamente da área metropolitana do Porto, esta cidade recente (desde 1984) tem tradições piscatórias antigas e foi profundamente marcada pela indústria, sobretudo a petrolífera. É ainda hoje um polo de produção industrial, nomeadamente nos setores da petroquímica, das indústrias alimentares e conserveiras e dos têxteis. 

Em termos de arquitetura, Matosinhos tem alguma das suas maiores riquezas na Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, com arquitetura barroca setecentista, da autoria do arquiteto Nicolau Nasoni, e no Mosteiro de Leça do Balio com a sua igreja gótica que conserva elementos românicos. Mas na sua envolvência, na área do Concelho, encontramos outras obras, porventura menos sonantes, mas muito importante, não apenas para a arquitetura, mas sobretudo para a economia ao longo dos séculos: – as pontes sobre o Rio Leça! De construção romana ou medieval, cada uma desta pontes representou e representa ainda o que de melhor a antiguidade em vias de comunicação. 

Mas no que toca à arquitetura, Matosinhos destaca-se sobretudo pela sua arquitetura moderna. Ali nasceu e vive um dos maiores e mais reconhecidos arquitetos do nosso país – Álvaro Siza Vieira. Da sua autoria encontramos em Matosinhos a genial casa de Chá da Boa Nova, que apesar de ter sido uma das primeiras obras do autor, é um edifício icónico da nova arquitetura portuguesa, da Escola do Porto; e a Piscina das Marés. Ambas as obras foram consideradas recentemente como monumentos nacionais. 

Outro arquiteto que marcou a face da cidade de Matosinhos foi Souto Moura, outro profissional altamente reconhecido e igualmente da Escola do Porto. Dele é a nova marginal de Matosinhos. Também Alcino Soutinho foi fundamental para moldar o olhar sobre a cidade criando o edifício da Câmara Municipal e da Biblioteca, ex-líbris de Matosinhos e da arquitetura portuguesa. 

Por último é imprescindível referir o mestre, em cujo trabalho todos foram beber inspiração: – Fernando Távora, com a sua “Quinta da Conceição” e a adaptação do Museu da Quinta de Santiago. 

Em termos de habitação, Matosinhos é uma cidade cheia de vitalidade, com muitos eventos culturais em várias vertentes, mas é também, à semelhança de outras junto às grades cidades, uma urbe marcada pela construção desenfreada e por bairros de génese ilegal, que têm sido legalizados e dotados de condições de saneamento ao longo do últimos anos.

Restrições à construção em Matosinhos 

As obrigações, deveres e restrições à construção de habitações em Matosinhos estão definidas no RUEMM – Regulamento de Urbanização e Edificação do Município de Matosinhos e no PDM – Plano diretor municipal. 

Nestes documentos que vai encontrar todas as informações sobre limitações e condicionalismos impostos à construção, nomeadamente de moradias. Ali vai perceber, por exemplo, que as habitações em Áreas Predominantemente Residenciais têm limitações quanto à existência de anexos (A área máxima para anexos, para arrecadação, tratamento de roupa, garagens, em lotes ou parcelas de habitação unifamiliar e multifamiliar, é respetivamente de 45m2 e 25m2 por fogo, não podendo em qualquer caso exceder 10% da área do lote ou parcela e os anexos em logradouros de lotes de habitação só poderão ter um piso coberto, o seu pé-direito médio não poderá exceder 2, 40m e a sua cobertura não poderá ser acessível), e devem prever a existência de estacionamento (Qualquer nova construção deverá assegurar dentro do lote ou parcela que ocupa o estacionamento suficiente para responder às suas próprias necessidades, no mínimo de um lugar por cada 150m2 da área bruta total de pisos acima do solo, não se incluindo neste valor as áreas de arrecadação e de armazenagem. Além deste estacionamento, qualquer nova construção ou novo loteamento deverá criar um número de lugares de estacionamento para utilização pública, no mínimo de um lugar por cada 150m2 da área bruta total de pisos acima do solo, não se incluindo neste valor as áreas de arrecadação e de armazenagem. Excetuam-se os casos em que, na relação com o espaço público do lote ou parcela a que respeita, se verifique inequivocamente tal ser possível ou inconveniente). 

No PDM e no RUEMM pode ainda perceber que as moradias em Área exclusiva de Moradia Isolada só assim são consideradas se forem construídas em lotes ou parcelas com a área mínima de 2500m2, e têm regras e especificações próprias. 

Existem também outras especificações e limitações em função da área ou da envolvência do edifício, determinadas em documentos próprios 

Destes documentos podemos inferir que apesar da legislação em Matosinhos não parecer à partida tão complicada como em outras localidade onde o peso da história é ainda maior, esta é ainda assim extensa e plena de frases capazes de deixar muitas dúvidas, pelo que na hora de construir, remodelar, reconstruir ou fazer qualquer alteração a uma casa em Matosinhos o mais sensato é pedir conselho a um arquiteto.

Vou fazer obras ou construir. Devo contratar um arquiteto da zona de Matosinhos? 

Esta pergunta é de alguma forma respondida no tópico anterior, pois a complexidade legal é muitas vezes específica do local onde se vai construir. Assim se contratar um arquiteto da região este vai conhecer bem a legislação e todos os seus meandros, e além disso vai proporcionar-lhe o melhor aconselhamento em termos de materiais, revestimentos, telhados e design de interior. 

Não se esqueça de que Matosinhos tem um clima bastante húmido, com ventos predominantes e uma proximidade do mar, que podem exigir características diferentes ou algumas adaptações à sua casa. Quem melhor do que um profissional que conhece bem a região para melhor conceber a casa perfeita para a sua localização, dentro do seu orçamento?

Quanto custa comprar ou construir casa em Matosinhos? 

Comprar casa nesta região pode ser mais caro do que antecipou. A forte indústria e a grande densidade populacional impõem as regras ao mercado imobiliário fazendo os preços escalar. Até Setembro de 2017 o metro quadrado de habitação atingiu um preço de 1600 Euros, com uma média à volta de 1400 Euros. Ainda assim estes preços são um pouco inferiores aos verificados na cidade do Porto, o que faz desta região uma alternativa. Também os lotes para construção de moradias em espaço urbanizado ou urbanizável não são propriamente baratos, atingindo facilmente valores acima dos 1000 euros por metro quadrado. Os preços da construção são semelhantes aos de outros locais, variando entre 700 e 1000 Euros por metro quadrado para uma casa de gama média, no entanto somando o terreno este valor aumenta muito.