340 Arquitetos em Loures

Área servida

Loures – expansão e desenvolvimento desenfreado 

A história de Loures está intimamente ligada à cidade de Lisboa. A proximidade da capital, a fertilidade das suas terras e a abundância de águas ditaram que esta região saloia fosse desde sempre uma das maiores responsáveis pelo fornecimento à cidade de Lisboa, não apenas de produtos alimentares, mas também de produtos artesanais e serviços. 

São famosas as saloias lavadeiras de Loures, e os saloios que diariamente entravam na cidade para venderem os produtos da agricultura e da pastorícia, as ferramentas e os objetos do seu trabalho artesanal. Estas figuras, com os seus trajes e os seus pregões, fazem parte da história e do garrido imaginário popular da capital. 

Esta região, pelos seus campos e ares saudáveis, foi também zona de eleição para lazer ou fuga das doenças que grassavam na cidade para monarcas e nobres. 

Tudo isto levou a que Loures fosse englobado no termo da cidade de Lisboa desde D. Afonso Henriques até ao reinado de D. Maria II. Em 1886, em função da sua importância económica e e do seu peso geoestratégico Loures foi elevado a Concelho. 

Em termos de património arquitetónico o núcleo urbano de Loures tem alguns edifícios com valor histórico, nomeadamente palacetes e casas nobres, o aqueduto e a sede da Assembleia Municipal. Mas a malha urbana de Loures é hoje em dia marcada pela pressão imobiliária que se nota na imensa quantidade de prédios de habitação e nas chamadas áreas urbanas de génese ilegal. 

Estas últimas, em particular, são zonas de construção ilegal fruto do êxodo populacional rumo aos grandes centros urbanos que começou na década de 60 do século passado e se prolongou até ao início da década de 80. Foram sendo construídas em função das necessidades do momento, de forma ilegal e não planeada, com problemas estruturais e sem grande organização espacial. A partir da década de 90, com o surgimento dos Planos Diretores Municipais a autarquia começou a instalar as infraestruturas básicas de abastecimento de água, rede de saneamento e organização de arruamentos. Este universo de 150 bairros, apesar de hoje em dia estarem quase todos requalificados, apresentam ainda uma arquitetura desigual, com casas construídas à pressa e sem grande cuidado estético. 

Como exemplo de modernidade e visão arquitetónica em Loures aparece-nos o edifício da Biblioteca de São Paulo de Apelação, ganhador de um prémio espanhol de arquitetura em 2015. 

Hoje em dia o objetivo da cidade de Loures no que respeita à arquitetura e urbanismo é continuar a apostar no ordenamento do território, e na requalificação urbana e paisagística das zonas degradadas.

Restrições à construção em Loures 

Tendo em consideração as anteriores construções desregradas, hoje em dia há mais restrições à edificação em Loures, no entanto estas prendem-se sobretudo com o ordenamento e com o aproveitamento do solo. Ou seja a construção está muito limitada, ou mesmo interdita, nas zonas de Reserva Agrícola Nacional, Reserva ecológica Nacional, nas zonas florestais especiais, na área da Várzea de Loures, na Região Demarcada do Vinho de Bucelas e na zona de proteção especial do estuário do Tejo (ZPE), que constitui uma área onde se visa assegurar a manutenção e a salvaguarda do património avifaunistico (fauna de aves da região). Estas zonas têm regulamentação própria e estão definidas na planta de condicionantes, ou em legislação própria.

Quanto custa comprar ou construir em Loures? 

Sendo uma zona densamente povoada, às portas da capital, com acessos sobejamente conhecidos e utilizada muita vezes como “zona dormitório” a cidade de Loures tem preços bastante mais baixos do que os praticados dentro da cidade de Lisboa. Ainda assim o metro quadrado de habitação para venda nesta região atingiu este ano uma média de 1300 Euros, o que não faz dela a zona mais barata na região da Grande Lisboa. 

Comprar um terreno para construção pode custar-lhe de 20 Euros por metro quadrado até mais de 700 Euros, em função sobretudo da localização. Os lotes para construção de moradias são geralmente pequenos, de 200 a 500 metros quadrados com pouco espaço para um jardim ou uma piscina, o que é compreensível face à grande procura. A construção de uma moradia, num lote destes, vai custar-lhe acima de 1000 euros por metro quadrado, incluindo o preço do terreno e materiais de qualidade média. Uma casa mais luxuosa, com mais área e materiais de alta qualidade vai fazer disparar este valor, devido ao custo do “luxo”, mas sobretudo devido ao preço do terreno.

Contratar um arquiteto da região – sim ou não? 

Se está decidido a construir a sua própria casa, ou precisa de fazer obras de vulto na sua habitação recorrer a um profissional de Loures, Lisboa ou arredores, é sempre a melhor opção. Por conhecer melhor os meandros do licenciamento de projetos e estar habituado a trabalhar com outros profissionais da região, um arquiteto desta zona pode apresentar-lhe as propostas mais vantajosas e ajudá-lo a obter os melhores preços, não só para os materiais, como para serviços subsequentes à construção, como a decoração e o design de interiores. Além disto convém não esquecer os custos de deslocação destes profissionais, e outros relacionados, à obra, para ações de fiscalização e acompanhamento, que serão mais baixos em função da proximidade.