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Arquitetos em Braga – tradição e juventude 

Com raízes históricas no mais profundo da evolução humana, e uma importância crucial no nascimento de Portugal como nação, de tradições profundas e sobejamente conhecida pela sua arquitetura religiosa, Braga é no entanto hoje em dia uma cidade surpreendentemente jovem e cheia de vitalidade. 

Braga já existia como cidade desde a Idade do Bronze, antes de os romanos a tornarem na importante Brácara Augusta, capital da Galécia, no reinado do Imperador Diocleciano. Ao longo dos séculos a cidade já viu muitas invasões e mudanças do paradigma habitacional e cultural: – desde os citados romanos, aos suevos, aos godos, e posteriormente os muculmanos, por um breve período de tempo (protagonistas de grande destruição da malha urbana e arquitetónica face à sua importância para a religião católica), até passar a fazer definitivamente parte do reino de Portugal e ser doada aos arcebispos no ano 1112. 

Toda esta agitação e importância histórica deixou marcas na face e na estrutura da cidade… Até hoje são visíveis muitos dos traços deixados pelos conquistadores e habitantes, mas o passo mais marcante naquela que iria ser a base da arquitetura de Braga foi a sua doação à igreja, que aos poucos foi apagando os vestígios romanos e substituindo-os pela arquitetura religiosa da época. 

No início do século XVIII, pela mão do arquiteto André Soares da Silva, a pedido da Igreja, Braga torna-se um expoente do estilo barroco, que podemos apreciar no edifício da Câmara Municipal e no Palácio do Arcebispo. E logo a seguir, no final do mesmo século o neoclássico instala-se pelo desenho do arquiteto Carlos Amarante cujo mais emblemático trabalho é o famoso santuário do Bom Jesus de Braga.

No século XX, depois de quase um século conturbado, marcado pelas invasões francesas, Braga revitaliza-se e novos edifícios nascem, com destaque para o Theatro Circo. Nos nossos dias esta cidade tão interessante desenvolve-se tendo como ponto central o antigo núcleo da cidade antiga, como outrora, mas estende-se bem para lá dela. 

Braga é hoje uma cidade jovem, (a mais jovem do país), e com uma economia mais estável do que na maior parte do restante país. Arquitetonicamente isto traduz-se em em grande procura de casas no ramo imobiliário e em espetaculares obras de estilo moderno, como o Estádio AXA, da autoria do Premiado arquiteto Eduardo Souto Moura, a Galeria Mário Sequeira, da autoria do arquiteto bracarense Carvalho Araújo, o Mercado Cultural do Carandá, que foi o primeiro projeto de Souto Moura, e o Espaço GNRATION, também da autoria do gabinete de Carvalho Araújo. 

Resultando de uma estreita união entre antiguidade e modernidade, a arquitetura de Braga é um cadinho de estilos, e materiais, que vão do mais clássico granito até ao mais recente e inovador betão!

Restrições à construção em Braga 

Obviamente que manter a face, a imagem e o caráter de Braga tem os seus custos. Na zona histórica até as simples obras de conservação ou de alteração interior (que não impliquem modificações, na estrutura de estabilidade, das cérceas, da forma das fachadas e da forma dos telhados ou coberturas) carecem de comunicação preliminar à Câmara Municipal, explicando nomeadamente o motivo das obras, a sua natureza, as cores e os materiais a utilizar. Obras mais profundas, como restauros, reabilitações, alterações, reconstruções ou construções de raiz estão sujeitas a uma apertada malha de requisitos e condicionantes para garantir que a obra não afeta a estética da envolvente. Para garantir que todos os processos e exigências são transparentes e diretos, a Câmara Municipal criou um documento único, baseado no Plano Diretor Municipal e nas várias legislações vigentes, chamado de “Regulamento Municipal de Salvaguarda e Revitalização do Centro Histórico da Cidade de Braga”, que está disponível para consulta. 

Como exemplo das condicionantes e exigências estabelecidas podemos referir a substituição de portas e janelas, que só poderá efetivar-se mediante prévia aprovação do respetivo projeto e que deve ter em consideração as tipologias tradicionais, nomeadamente, quanto à forma, cor, material e acabamento exterior. Mas requisitos idênticos são aplicados às coberturas, aos ornamentos e aos revestimentos e a todos os constituintes do edifício. 

No que se refere a obras de construção de raiz, pode recorrer-se a linguagens contemporâneas, e a materiais ou processos construtivos não tradicionais, devendo respeitar as características exteriores do conjunto envolvente e ter ainda em consideração a articulação necessária, com os edifícios contíguos. 

Nas franjas no núcleo urbano e nos arredores as exigências construtivas não são tão apertadas, a não ser que haja algum edifício histórico nas proximidades, embora não deixem de ter as usuais regras a aplicar.

Quanto custa viver e construir em Braga? 

Construir, remodelar ou reabilitar no Centro Histórico de Braga pode sair muito caro, fruto das exigências arquitetónicas, mas é de certeza garantia de viver rodeado de história e beleza. Normalmente os projetos nestas áreas são destinados a turismo ou comércio, mais do que a habitação própria, embora também exista. 

No entanto, se excluirmos a área mais preservada e mais cara, adquirir uma habitação em Braga chega a ser quase 47% mais barato do que na capital. O preço médio por metro quadrado para as habitações em Braga, em 2016, foi de 835 Euros, face aos quase 1200 na capital. 

Irá conseguir uma moradia usada, com 4 quartos, por um preço médio de 218000 Euros e um apartamento com a mesma tipologia por 112000 Euro. Estes são preços médios obtidos por estimativa que vão variar muito com a zona, com a idade da habitação e com os materiais e acabamentos. 

Um terreno para construção em Braga, cidade, custa em média 37 euros por metro quadrado. Os preços de construção estão em linha com os da maior parte do nosso país, situando-se nos 700-1000 euros por metro quadra, em função dos materiais e acabamentos escolhidos.

Escolher um arquiteto da região – sim ou não? 

A resposta a esta questão será sempre si, independentemente da região, mas no caso de Braga isso é ainda mais verdade. 

Braga tem a Universidade do Minho que forma anualmente profissionais que viveram e estudaram a cidade em pormenor, por isso terá à sua disposição um grande número de arquitetos perfeitamente cientes das particularidades da região no que toca a condicionantes, preços de empreiteiros, adequação ao clima e todas as necessidades que uma construção apresenta.