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47875 Arquitetos em Amadora

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Amadora – Lisboa ali ao pé 

Tal como todas as cidades vizinhas à capital, também o crescimento e a história da Amadora estão estreitamente ligados ao desenvolvimento de Lisboa. Durante séculos a região caracterizou-se pelos extensos campos cultivados e pelas residências apalaçadas onde os nobres da capital iam tomar ar puro. A população era constituída por artífices, agricultores, padeiros e todos os operários que diariamente trabalhavam para abastecer de víveres a cidade grande. 

No século XVII e XVIII a região conheceu uma grande evolução na área industrial, bem como na construção de novas ruas e estradas. Foi neste fase que se iniciou a construção daquela que é a mais marcante obra arquitetónica da região que atualmente se chama Amadora – o Aqueduto das Águas Livres (em 1732). Durante todo este tempo a região da Amadora era constituída por três lugares: - Porcalhota, Amadora e Venteira. Mas no início do século XX, fruto da evolução social, estes nomes pouco abonatórios foram substituídos pela população que requereu ao rei que os três lugares tivessem a denominação comum de “Amadora”. 

Em 1914, foi inaugurado o edifício principal dos Recreios da Amadora. Esta obra, da autoria do arquiteto Guilherme Eduardo Gomes, foi projetada como equipamento cultural e desportivo, a pedido de alguns membros de uma classe alta fluorescente, dinamizadora da vida social. Da autoria deste arquiteto são ainda duas obras notáveis do parque urbano da Amadora: - o “Chalet Desidéria”, uma moradia em estilo neorromântico e a “casa Aprígio Gomes”. 

Outro edifício de interesse histórico para a região é a da Casa Roque Gameiro, um exemplar do conceito que, à altura da sua construção, se chamava “Casa Portuguesa”, inspirado na arquitetura popular das diferentes regiões do país. 

Na década de 50 do século passado a intensa migração que partiu das regiões do interior de Portugal em direção às cidades do litoral, e em especial à grande Lisboa, trouxe à região da Amadora um crescimento desenfreado, que se traduziu numa arquitetura feita “à pressa” e em vários bairros clandestinos que perduram até hoje, sendo alvo de legalização e dotação de infraestruturas e saneamento. 

Outrora considerada uma cidade dormitório de Lisboa, atualmente a Amadora é uma cidade jovem (desde 1979) como uma vida própria, embora ainda mantenha um pouco essa característica de cidade satélite da capital.

Restrições à construção na Amadora 

As maiores restrições à construção na região da Amadora prendem-se com a protecção das áreas de reserva ecológica nas adjacentes às ribeiras de Carenque e Rio da Costa, com a proibição de construção em áreas agrícolas (comum a todo o país) e com a proibição de construção em zonas de declive, áreas de infiltração, de retenção de águas e cabeceiras. 

Quando pensar em construir é importante ainda determinar o uso pré estabelecido para o solo por zona, pois essa pode ser uma condicionante à construção: - por exemplo a Zona Norte da cidade da Amadora, que integra as áreas predominantemente da Freguesia da Mina e uma parte a Norte da Freguesia da Brandoa, é uma área “muito degradada pelas ocupações e usos desqualificados a que foi sujeita, oferecendo potencialidades para colmatar alguns déficits de equipamento local/municipal (…) Esta unidade operativa apresenta fortes restrições devido aos espaços de canais que a atravessam. Destina-se dominantemente aos usos residenciais e seus equipamentos de apoio a espaços verdes de recreio e lazer, a espaços verdes de protecção e enquadramento urbano. É a área da cidade, onde se pretendem criar zonas de forte descompressão urbana. A edificação nesta unidade operativa deve contribuir para melhorar a qualidade do ambiente urbano construído e é da maior importância na conformação de um Município urbano que se deseja de unidade acrescida.” (PDM Amadora). Isto significa que pode haver algum constrangimento quanto ao tipo de construções a efetuar na zona, aos espaços que elas devem ocupar e ao nível da própria edificação.

Quero construir: - devo contratar um arquiteto da região? 

Em princípio qualquer arquiteto deverá providenciar-lhe uma boa resposta, mas obviamente contratar alguém habituado às contingências da cidade, e das suas zonas específicas, poderá efetivamente acabar por lhe dar uma resposta não apenas melhor, mas até mais económica. 

Um arquiteto com experiência em trabalhar na cidade da Amadora vai provavelmente conceber projetos mais adequados à geografia do terreno, de acordo com as restrições camarárias, e ainda terá os contactos necessários em termos de contratação e subcontratação de outros profissionais da região, como empreiteiros, construtores, designers de interiores e arquitetos paisagistas para cumprir com todos os seus pressupostos para o projeto.

Quanto custa construir e comprar habitação na Amadora? 

Esta é uma região densamente povoada, valorizada pela facilidade de acessos a Lisboa, mas desvalorizada pela falta de segurança. Ainda assim tem algumas comodidades, como escolas, centros de saúde, farmácias, bons transportes e parques de diversão. E os preços são mais baixos do que em outras zonas da Grande Lisboa. 

Os preços médios da habitação até Setembro de 2017 rondavam os 1.300 Euros por metro quadrado, face aos quase 3.500 Euros em Lisboa. 

Comprar um apartamento T3 usado pode custar-lhe desde 90.000 Euros até mais de 300.000 Euros, em função da localização e da área. Uma moradia com a mesma tipologia vai custar-lhe de certeza mais de 150.000 Euros, mas raramente ultrapassará os 400.000 Euros. 

Os terrenos para construção com projeto aprovado têm preços muito variados, sobretudo em função da zona e da segurança desta. 

O Imposto Municipal de Imóveis na Amadora é de 0,35% para prédios urbanos, o que é baixo e ajuda a manter os custos com a habitação mais em conta.

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