João Morgado fotografa projecto notável na Guarda

Rita Gouveia (homify) Rita Gouveia (homify)
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Apesar de se ter formado em Arquitectura em 2008, João Morgado decide enveredar pela carreira de fotógrafo de arquitectura corria o ano de 2007. A partir desse ano inicia uma colaboração frequente com ateliers de arquitectura nacionais e internacionias, começando a construir uma carteira sólida de clientes que o leva a fundar a sua própria empresa “João Morgado – Fotografia de Arquitectura” em 2010. Contudo entre 2005 e 2009, participa em diversos workshops de Arquitectura em Itália, Suiça e Holanda e trabalha com AAArchitects (Roterdão) e Wiel Arets Architects (Maastricht). Em 2012, João passa a ser representado pela principal agência internacional de fotografia de Arquitectura, a View Pictures em Londres, e a partir de 2011 até à actualidade, paralelamente às suas reportagens fotográficas, o fotógrafo e arquitecto tem desenvolvido workshops sobre a especialidade em Lisboa, Porto e Cascais.

Cientes da importância de fotógrafo para documentar os seus porjectos decidimos mostra-lhe neste artigo o trabalho do jovem João Morgado, que a seu favor tem a formação académica em arquitectura que o ajuda a perceber e mostrar melhor cada obra e as suas diferentes propriedades. Este é um dos seus projectos fotográficos mais recentes: a casa JA na Guarda. Trata-se de uma notável obra de arquitectura que já foi referenciado por algumas das mais importantes publicações e meios de comunicação da área, como é o caso da Designboom ou da Archdaily.

Localizado no centro norte de Portugal, este projecto tinha como ideia inicial combinar as características da arquitectura rural com a contemporânea, trazendo um toque de “urban lyfestyle” a esta moradia unifamiliar na pacata cidade da Guarda. A casa insere-se num contexto urbano definido por diferentes tipos de contruções, uma consequência muito própria da maior parte dos bairros portugueses, que ao longo dos tempos acabou por não registar um plano urbanístico e arquitectónico conciso e uniforme.

Na imagem é possível ter uma ideia geral de como se desenvolve a casa e, quais as suas principais características arquitectónicas. A um volume de uma casa tradicional pré-existente em pedra, foram adicionados dois volumes contemporâneos que expandiram e adaptaram a casa a um uso contemporâneo. Do lado esquerdo, é possível observar um geométrico volume branco que fui ligado ao de pedra através de uma caixa de escadas construída a partir do vidro e do ferro.

A casa é formado por dois níveis e podemos dizer também, que por dois volumes distintos. A casa em pedra alberga no rés-do-chão, uma garagem com capacidade para dois carros e ainda, um espaço para arrumos e uma casa de banho de apoio; enquanto que o primeiro andar fica reservado à suite e seu respectivo closet e, ainda uma divisão acessória na parte traseira da casa.

O elemento central e de ligação em todo o projecto é a caixa de escadas, que nesta imagem aparece escondida, porque está recuada em relação ao traçado da fachada principal, também porque serve como entrada da casa e por isso foi reservado um espaço exterior dedicado a tal factor. 

O expressivo volume branco que vemos à esquerda alberga, todos os restantes espaços da casa: toda a área do rés-do-chão conjuga a cozinha, a sala de jantar e a sala de estar, e ainda um pequeno pátio exterior e, por sua vez o primeiro andar, os quartos e casa de banho.

Aqui é possível analisar em maior detalhe a entrada da casa. Recuada em relação ao projecto global, de forma a permitir um pequeno perímetro exterior que foi decorado de um forma simples e geométrica, onde os materiais e a sua relação assumem um papel preponderante. A partir desta fotografia nocturna também é possível perceber de alguma forma, como se desenvolvem os espaços exteriores da casa. A caixa de escadas que liga os dois volumes arquitectónicos e os diferentes espaços públicos e privados, foi projectada de uma forma minimal sem qualquer adereço ou decoração arquitectónica, antes sim de forma a banhar a casa com a luz exterior. 

Também é possível observar em maior pormenor a forma como a pedra granítica foi articulada com o betão armado e o ferro provenientes do novo volume à esquerda. Os detalhes arquitectónicos são também eles importantes para o resultado final do projecto, se não observe o impacto que têm as molduras das janelas no desenho da fachada da casa.

O pátio interior e a caixa de escadas são os elementos centrais na casa e no seu uso. São essenciais para a distribuição espacial entre os diferentes momentos da casa: o interior e o exterior. 

Esta imagem também é um excelente exemplo de como resultou a articulação dos materiais tradicionais com os contemporâneos. A pedra granítica, os fios de aço utilizados para suportar as escadas e varões, o ferro, o vidro e, a madeira de carvalho; todos eles personagens fulcrais neste projecto.

Para finalizar o nosso artigo, escolhemos esta impactante imagem que nos mostra uma parte do pátio central e caixa de escadas, onde é possível ter uma noção mais concreta acerca do recheio do coração do edifício. Uma presença forte da luz que completa toda a ideia inicial deste projecto. 

Convidamo-lo a conhecer melhor o trabalho de João Morgado, na sua página oficial, onde poderá contar com um vastíssimo e muito diversificado corpo de trabalho.

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