Arquitecto Nuno Ladeiro, entre o Design e a Arquitectura

Rita Gouveia (homify) Rita Gouveia (homify)
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Nuno Ladeiro é um arquitecto português que se dedica não só à prática arquitectónica mas também à do Design. Em 1996 abriu o seu atelier em Lisboa e desde então tem desenvolvido actividade no campo da Arquitectura, Urbanismo, Design de Interiores e Design Industrial. No ano de 2000 lançou-se em novos desafios profissionais e estendeu o seu domínio além-fronteiras, através da realização de Design Industrial para empresas internacionais. A sua equipa tem demonstrado competência, experiência e conhecimento em diferentes domínios na área do projecto, e o seu trabalho tem reflectido uma atitude contemporânea, com soluções integradas com o mais alto nível de precisão e qualidade.

As suas principais áreas de projecto incluem: o planeamento urbano, os edifícios públicos e privados, escritórios, habitação unifamiliar, hoteis, lojas e Design Industrial. Nuno Ladeiro formou-se em Arquitectura e mais tarde tirou um mestrado em Design pela Domus Academy, em Itália, onde foi aluno de Andrea Branzi, Stefano Giovannoni, Alberto Meda, Dante Donegani entre outros.  Já foi premiado várias vezes quer em Portugal, quer no estrangeiro e, referenciado em publicações da especialidade como a Archdaily ou a Designboom, duas plataformas de referências nas respectivas áreas. Durante os últimos 15 anos tem trabalhado em Arquitectura e Design, com empresas internacionais, como consultor e designer de novos produtos para o mercado. Actualmente é ainda, director do curso de Design na Universidade Lusófona do Porto, crítico de Arquitectura e Design e director do MID (Movimento Internacional de Design).

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem: Varanda, marquise e terraço  por Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design
Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem

Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

Neste artigo iremos apresentar-lhe um dos projectos mais recentes do arquitecto, localizado a norte de Portugal, na Vila Nova de Tazém, freguesia do concelho de Gouveia, bem pertinho da nossa Serra da Estrela. 

O projecto data de 2013 e trata-se de um complexo que engloba espaços habitacionais e comerciais e, que se destaca imponente na paisagem em que está inserido, pela sua oposição ao vernacular.

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem: Varanda, marquise e terraço  por Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design
Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem

Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

O projecto consiste sobretudo na optimização de ambos espaços comerciais e residenciais, resultando em 15 apartamentos de várias tipologias, T1,T2, e T3, servidos por três cotas distintas e completamente independentes. A organização funcional favorece especialmente a área social dos apartamentos, não só em termos de área, mas também no que diz respeito à vista sobre a Serra da Estrela. Por isso, estabeleceu-se uma relação directa entre quartos e cozinhas, criando uma zona de circulação mais íntima e próxima dos quartos.

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem: Varanda, marquise e terraço  por Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design
Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem

Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

De um ponto de vista formal, o projeto tomou como ponto de partida o trabalho do arquitecto Ludwig Mies van der Rohe e, em particular, um trabalho quase desconhecido, o memorial aos chefes spartaquistas Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo, encomendado por Eduard Fuchs, presidente do Partido Comunista alemão na Alemanha que foi inaugurado em 13 de Junho de 1926 e, posteriormente, destruído pelo regime nazi.

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem: Varanda, marquise e terraço  por Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design
Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

Edifício de Habitação em V.N. de Tazem

Nuno Ladeiro, Arquitetura e Design

Uma vez que é aparente a opção por um traçado mais modernista, os arquitectos entenderam que a geometria elementar de inspiração construtivista e as consequências da racionalidade, associadas a aspectos da lógica simples, não são apenas manifestações de uma época passada. O uso do cubo geométrico ou do paralelepípedo, são formas universais que continuam a contaminar a arquitectura do século XXI. Portanto, o racionalismo moderno, evidente nas fachadas desta proposta, corresponde, em parte, a um cálculo mais significativo de símbolos geométricos construtivistas que na verdade fazem parte da Arquitectura moderna, que ainda não está esgotada. 

O espírito do lugar, a pedra negra, o branco da neve e o desejo de reviver a memória da Arquitectura moderna em Portugal foram cruciais para as escolhas feitas.

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