Casas modernas por studio origin

Uma extraordinária casa geométrica

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
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Nada revela tanto a criatividade de um designer como o uso que ele dá a materiais do dia-a-dia. E quando toca a materiais de construção, não há nada tão ubíquo como o tijolo e o betão.

Na casa que exploramos hoje, estes materiais de construção comuns foram usados para criar uma estrutura com uma beleza geométrica singular. Os arquitectos do gabinete Studio Origin empregaram estes materiais em três volumes distintos. Cada volume foi como que deslocado de modo a criar uma forma geométrica bonita. Ao mesmo tempo, os detalhes da fachada foram concebidos para produzir um jogo de sombras e formas geométricas apelativas.

Este é um projecto único e interessante. Venha conhecê-lo.

Volumes diferentes

A partir deste ângulo, temos uma melhor noção de como os três volumes se interligam. O projecto trabalha uma série de volumes e de camadas que se vão sobrepondo desde o nível do terreno, passando pela escadaria em betão. As formas e as superfícies estão decoradas de forma a criar-se uma miríade de configurações geométricas. A casa não é muito grande em dimensões, mas é grande em estilo.

​Exterior estreito contemporâneo

A casa localiza-se em Yangpyeong, uma área rural, no meio da península coreana, rodeada por várias montanhas. Como podemos ver nesta imagem aérea, e como já mencionado, a casa é composta por três volumes rectangulares e estreitas orientadas para o rio. Embora os volumes tenham sido ligeiramente inclinados para criar formas irregulares, os níveis do telhado foram levemente levantados para criar linhas rectangulares finas. É um detalhe subtil, mas que revela o foco e a diligência depositados em cada elemento da casa.

​Padrões

O exterior tem um padrão geométrico distinto que surge a partir do arranjo dos tijolos. Este padrão também se repete na vedação com formas ocas. Vamos explorar este aspecto em detalhe já de seguida. Repare como as calhas e as aberturas foram escondidas dentro das paredes de tijolo para manter o máximo de elevação.

​Arte com sombras

Aqui, temos uma melhor visão da profundidade dos padrões de tijolo das paredes e da vedação. A força da luz solar cria um espaço negativo em ambas as áreas, acrescentando geometria ao projecto. Fazer arte com a sombra é uma característica que aparece amiúde na arquitectura asiática e esta casa mostra-nos um exemplo bem sucedido. Para além disso, a natureza deslocada dos volumes da construção facilitou a criação de um deck no exterior.

​Geometria no interior

A sensibilidade geométrica que vimos no exterior prolonga-se para o interior da casa. Aqui, na cozinha contemporânea, deparamo-nos com uma série invulgar de luzes no tecto e com pastilha em negro. O chão é em madeira, mas os móveis de cozinha são brancos e não existe mais nenhuma cor no espaço. Podemos, assim, definir a paleta como monocromática.

Abordagem natural

No corredor de madeira, as linhas inusitadas do tecto conduzem-nos para as janelas traseiras que se abrem para o rio e para a floresta circundante. A imagem deixa-nos a saber que os espaços no interior da casa se desenvolvem numa lógica de plano aberto onde prepondera uma decoração minimalista. Ainda assim, há um equilíbrio entre os espaços sociais e os espaços privados.

É, sem dúvida, uma casa com uma volumetria interessante. De que característica da moradia mais gostou?
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