Fantástica reciclagem do passado

Rita Paião – Homify Rita Paião – Homify
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Conhecemos bem os seus gostos e por isso mesmo, o artigo de hoje é mais um antes e depois e melhor do que isso, é que é nacional (e o que é nacional é bom!).

Este é um projecto de remodelação/reconstrução de uma moradia datada de 1945, pertencente a uma família de antigos agricultores. O objectivo do projecto era devolver à moradia existente a sua identidade própria e coerente com o ambiente romântico e pitoresco do terreno envolvente. Neste sentido, a EVA evolutionary architecture teve como base não se distanciar muito do edifício original, mantendo a todo o custo os materiais e a volumetria correspondentes, mas claro, adaptado-os a um estilo de vida mais actual e contemporâneo. As seguintes imagens irão mostrar-lhe como é possível renascer das cinzas e obter resultados fantásticos. Venha conhecer…

Antes: do século passado

A habitação encontrava-se como esta imagem bem retrata: com uma arquitectura desactualizada, com os revestimentos em mau estado e certamente também, com más condições interiores, devido ao isolamento e qualidade dos materiais e janelas. 1945 já foi há bastante tempo atrás, logo as necessidades dos seus proprietários eram totalmente distantes das de hoje em dia. Repare como a entrada principal da casa era feita directamente pelo 1º andar. Este planeamento tinha uma razão: os animais viviam no piso inferior e assim potencializavam de forma natural o aquecimento da casa – técnica bastante usada antigamente.

Repare ainda na trama de fios e postes que serviam em tempos para plantas trepadeiras adquirirem vida própria e se dispersarem pelo terreno.

Depois: uma nova vida contemporânea

Woww!! A solução posterior é totalmente surreal. Quem diria que a diferença conseguida fosse tanta e tão positiva. Como pode facilmente comparar, não existem grandes diferenças! As janelas e portas foram mantidas e apenas a ala direita da casa sofreu modificações a nível do telhado e de janelas.

É possível agora perceber que o planeamento da habitação mudou e o piso do rés-do-chão faz agora parte integrante da casa. Aproveitou-se por enquadrar as zonas comuns, (salas, cozinha, etc.), no piso 0, tendo em conta o contacto e expansão directa para o exterior. Em oposição, as zonas mais privadas como os quartos foram enquadradas no piso 1, devido à menor necessidade de contacto directo com o exterior, e a uma maior necessidade de intimismo e privacidade, reforçada pela possibilidade de contemplação da paisagem envolvente.

O painel em azulejo era uma marca do pasado que foi visualmente reforçado com o azul claro aplicado em detalhes ao longo de toda a fachada exterior.

Antes: o jardim desorganizado

A fachada traseira da habitação também sofreu grandes alterações. Os telhados mostravam o passar dos tempos e também nas paredes exteriores se notava o passar do tempo. O jardim, que era composto por árvores de fruta e agricultura encontrava-se sem ordem aparente e toda a natureza parecia implorar por organização e manutenção.

Ficou com curiosidade em saber como os profissionais resolveram esta situação?

Depois: atmosfera exterior super agradável

O desenho estrutural manteve-se muito idêntico, tal como era desejado, mas agora alguma janelas foram aumentadas de tamanho e todo o terreno cultivado deu lugar a uma jardim simples mas organizado. Junto às janelas/portas de acesso à cozinha e sala de estar, uma estrutura em madeira foi criada para possibilitar o uso deste espaço exterior para agradáveis refeições ao ar livre, protegidos com sombra e pavimento em deck.

Depois: elementos do pasado

Tal como referimos anteriormente, os antigos proprietários eram agricultores e viviam do que a terra e os animais lhes davam. O espigueiro que foi mantido reforça a ligação ao passado e é mais um elemento, que a juntar à bomba de água com ligação ao poço e a um lagar, nos lembra aspectos que com o tempo são esquecidos.

Depois: a claridade dos interiores

Obviamente, os interiores são agora agradáveis e confortáveis e já não existem problemas de isolamento e de temperatura. Os vãos de janelas e o desenho das mesmas são simples e modernos, contrapondo com o desenho tradicional dos exteriores. As grandes superfícies brancas, em paredes e tectos, criam drasticamente a sensação de luminosidade e de brilho interior. Os móveis usados para mobilar a totalidades da casa, são super clássicos em em madeira bastante escura, notando-se, também aqui, um enorme contraste de estilos e de tempos.

Depois: simples e delicado

O quarto é simples e mais uma vez se percebem claramente os contrastes. Luzes embutidas no tecto, cortinas de modelo actual em oposição a móveis pesados e tapetes de arraiolos.

Depois: presenças do passado

A imagem é escura mas percebemos bem que uma das paredes em pedra foi restaurada e mantida bem à vista no interior, numa zona de passagem. Uma janela em vidro fosco dá para o exterior e possibilita a entrada de luz. Repare como neste piso térreo a altura do tecto é bem mais baixa, outra característica de casas de construção antiga.

Se gostou desta solução executada pela EVA, veja mais um projecto da sua autoria, aqui!

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