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Drywall: o Que É, Que Tipos Há, Prós e Contras e Aplicações | + 17 imagens

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
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O drywall, pelas características que apresenta e pela versatilidade que estas lhe conferem, veio alterar por completo a área da construção e do design de interiores. Estas placas de gesso permitem que se ergam paredes, que se construam tectos e que se façam móveis com uma surpreendente rapidez e um grau de personalização elevado. É um material ao qual estão associadas várias vantagens, entre elas o fácil manuseio, o que significa que as pessoas mais hábeis na área da construção e bricolagem, fazem dele uso frequente, dispensando a contratação de profissionais para o efeito. Ainda assim, estamos em crer que a melhor solução passa por entregar estas obras a empresas e profissionais especializados de forma a garantir um resultado polido, seguro e de alta qualidade. Isso não significa, porém, que não se possa informar sobre o material, até porque pode ser a solução ideal para construir aquela parede divisória que idealiza há já algum tempo, para rebaixar um tecto ou construir uma estante mesmo à medida da sua sala. Com este artigo, pretendemos fazer um pequeno guia sobre o sistema drywall. Tome nota!

1. Drywall – o que é?

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Drywall, gesso cartonado, gesso laminado, placa de gesso e pladur: todas estas designações dizem respeito ao mesmo material. Trata-se de um tipo de sistema de construção com uma estrutura em perfis de aço galvanizado que é revestido por chapas de gesso cartonado, isto é, gesso moldado em chapas que são encapadas com papelão ou fibra de vidro. Os Sistemas Construtivos com Placas de Gesso Laminado (SCPGL) são utilizados, nomeadamente, para a construção de paredes, divisórias e tectos de edifícios, podendo também ser aplicadas ao seu revestimento e isolamento. As construções em drywall são pouco dispendiosas, de rápida execução e muito mais leves do que as construções em alvenaria, o que levou a que o material se popularizasse tanto em projectos residenciais como comerciais (na área comercial, é muito utilizado). É, ainda, uma solução sustentável. Como o próprio nome sugere, é um método de construção seco, ou seja, que não utiliza água e gera resíduos mínimos.

2. Drywall exterior – é possível?

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O drywall é essencialmente utilizado no interior, mas pode ser usado no exterior. Para o efeito, em vez de gesso cartonado, devem-se utilizar placas cimentícias. Note-se, aliás, que já há marcas a criar placas de drywall que podem ser usadas no exterior. Uma dessas marcas revolucionou o mercado ao acrescentar aditivos especiais à placa de gesso que levou ainda um composto polimérico e um véu de vidro. Isto torna o produto resistente à humidade, ao mofo, a tempestades, a impactos e até ao fogo.

3. Drywall: tipos

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Há três tipos principais de drywall que se dividem por cores: as placas de gesso brancas são as standard (ST), as placas verdes resistentes à humidade (RU) e as placas rosas resistentes ao fogo (RF):

Placa de drywall branca standard (ST): em branco ou em cinza claro, a placa de drywall standard é, como o próprio nome sugere, a mais comum, sendo indicada para um uso geral em áreas secas. São as placas mais usadas em paredes e forros de salas, quartos, escritórios, entre outras divisões.

Placa de drywall verde (RU): para áreas húmidas (casa de banho, cozinha, lavandaria ou outras áreas de serviço), são aconselháveis as placas de drywall verdes (RU), por serem resistentes à humidade. As placas de drywall verdes têm componentes hidrofugantes que protegem a superfície contra respingos e humidade. Convém, no entanto, lembrar que o material não é à prova de água e não pode, por isso, ser utilizado em piscinas ou saunas.

Placa de drywall rosa (RF): com fibra de vidro na sua composição, é mais resistente ao fogo e ao calor. Estas placas são indicadas para ambientes onde haja risco de incêndio, para escadas sem aberturas, para saídas de emergências e outros locais desta natureza.

Eis as principais vantagens do drywall:

  • A rápida manufactura tem impacto nos custos energéticos durante a construção;
  • A optimização do processo de construção com drywall exige menos de mão de obra e desperdícios e, por isso, gera menos resíduos;
  • É pouco dispendioso;
  • Tem um bom acabamento – tão bom quanto o de alvenaria – pelo que pode ser pintado, revestido e decorado de igual forma;
  • Pode ser usado para a construção de paredes, de tectos e de divisórias, pode ser personalizado, cortado em vários tamanhos e é de instalação fácil;
  • Pode colocar iluminação embutida nas paredes e tectos de drywall;
  • O drywall demolido pode ser reaproveitado;
  • A gipsite (ou gipsita) presente na sua construção faz dele um material resistente ao fogo, impedindo a rápida propagação do mesmo;
  • As superfícies em drywall são de fácil reparação;
  • Quando bem executado, o drywall pode até ter bancadas embutidas, a menos que estas ultrapassem os 60kg/m2. Se o peso for superior, a estrutura metálica deve ser reforçada para resistir à carga. O reforço pode ser feito por via da adição de uma placa de madeira ou de uma chapa metálica fixada entre os dois perfis de aço verticais onde o gesso é aparafusado.
  • Permite a passagem de tubulação para instalações eléctricas, eléctricas e de telecomunicações.

5. Drywall – desvantagens

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  • Por norma, o drywall não é especialmente resistente à água, pelo que a sua instalação em caves, casas de banho ou outros ambientes muito húmidos pode levar a que a sua integridade seja afectada e ao surgimento de mofo. Há, no entanto, o drywall em placas verdes (de que acima lhe falámos) que é mais resistente à humidade e pode optar por placas com revestimento em fibra de vidro em vez de papel;
  • O drywall é menos resistente ao impacto do que a alvenaria. Podem surgir problemas como buracos, cantos danificados e rachaduras nas juntas. A boa notícia é que há soluções simples para reparar estes problemas. Além disso, os entusiastas de arquitectura e design de interiores não terão grandes problemas com a durabilidade porque, regra geral, fazem mudanças frequentes em casa;
  • Apesar da instalação não ser difícil, o material é pesado, pelo que é preferível que o projecto seja levado a cabo por duas ou mais pessoas e por profissionais especializados. A falta de experiência pode gerar resultados pouco apelativos;
  • Os espaços devem ser previamente preparados porque o drywall gera muito pó;
  • As juntas de dilatação devem ser bem produzidas na interface com as lajes, visto que a variação dimensional, devido à dilatação térmica, é diferente da do betão. Esta não é necessariamente uma desvantagem, mas sim uma nota adicional para reforçar a importância de ter profissionais a levar a cabo este tipo de projecto.

6. Drywall acústico e com bom isolamento térmico – é possível?

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Contexto ®

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O drywall tem boas propriedades de isolamento térmico e acústico (ao contrário do que se possa pensar, tem um desempenho igual ou superior a uma parede de alvenaria). A performance térmica e acústica do material pode, no entanto, ser melhorada através da incorporação de chapas de materiais fibrosos como, por exemplo, lã de rocha ou lã de vidro. Estes materiais estabilizam a temperatura e têm características de atenuação, absorção e isolamento de sons. Não é por acaso que o drywall seja a solução mais procurada para cinemas, estabelecimentos nocturnos, salas de música, entre outros.

Há diferentes tipos de chapas com características, também elas, distintas, para as quais as empresas criam tabelas onde se pode consultar o desempenho do produto e os índices termoacústicos.

7. Aplicações – tecto em drywall

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8. Aplicações – divisórias drywall

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9. Aplicações – lareira embutida em parede drywall

10. Aplicações – móveis em drywall

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Rita Salgueiro

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E assim terminamos. Estas são algumas das aplicações do drywall. Pode ver o material aplicado em tectos, divisórias, em volumes para a encastração de lareiras e na construção de móveis. Não deixe de navegar no nosso site para encontrar mais projectos e inspiração dos nossos profissionais!


  • Fontes: placo.com.br; escolaengenharia.com.br; san-jose-drywall-painting.com;
Esperemos que este guia lhe tenha sido útil. Se tiver mais dúvidas, não hesite em contactar-nos!
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