É por isto que devia construir uma casa para duas gerações

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
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Em algumas culturas é muito comum as casas abrigarem mais do que duas gerações. Porém, esta tendência declinou nos últimos anos o que é triste, uma vez que os jovens e os idosos podem beneficiar desta coabitação. Porém, o desejo por privacidade impõe-se, o que é natural. Numa nota mais prática, os preços dos imóveis estão cada vez mais altos e viver com parentes pode mitigar os encargos financeiros. Na verdade, ao escolher viver com num agregado familiar alargado pode cumprir o sonho de ter casa própria o que, de outra forma, em alguns casos, pode não se vir a concretizar. Já do ponto de vista social e pessoal, viver numa casa com mais gerações é uma experiência enriquecedora para todos os envolvidos por promover relações mais estreitas.

Por que optar por esta situação habitacional? Deixamos-lhe algumas razões.

Pode poupar dinheiro

Construir num terreno que já lhe pertença é uma óptima maneira de poupar dinheiro. Repare que, se não tiver que pagar um empréstimo, fica com mais dinheiro para investir em projectos de renovação. Para além disso, se todos os membros da família trabalharem ou contribuírem financeiramente, soma-se uma maior quantia de dinheiro para gerir a casa em todos os sentidos. A isto junta-se o facto de que viver com idosos é menos dispendioso do que colocá-los num lar.

Pode usar um terreno dos seus pais

Como saberá, pode ser difícil encontrar um local para construir casa. Isto acontece porque a população tem vindo a crescer progressivamente e, como consequência, há cada vez menos espaço. Contudo, antigamente, era muito comum as pessoas possuírem um terreno. Se os seus pais tiveram a felicidade de comprar um e ainda o têm, é provável que este espaço ofereça potencial para a construção de um edifício. É o caso desta moradia intergeracional projectada pela Deu i Deu que se localiza numa região rural espanhola. 

Assim, o ideal é manter, se possível, uma propriedade dentro da família. Pode preservar a casa para a posteridade, renová-la ou, ainda, construir do zero para acomodar as necessidades correntes da sua família.

Os avós podem ajudar a tomar conta das crianças

Outra forma de poupar dinheiro é estar rodeado por pessoas que não se importem de tomar conta dos seus filhos. Pôr os mais pequenos aí de casa ao cuidado dos avós é uma boa forma de cortar custos. Para além disso, quais são os avós que não adoram cuidar dos netos? Se tem um trabalho exigente que o obriga a estar fora de casa durante muitas horas, ainda é melhor ter esta ajuda uma vez que evita que os seus filhos fiquem na creche ao longo de demasiadas horas.

As crianças também ajudam os avós

Com a esperança média de vida a aumentar, a preocupação em cuidar dos mais velhos é real. Muitas pessoas recorrem a lares. Porém, estes locais são dispendiosos e nem sempre são a melhor opção. Como alternativa, crie um espaço confortável para acomodar os seus pais ou avós. Se tiver possibilidades, pode até mesmo acrescentar uma extensão à sua casa. Não se iniba de pedir aos seus filhos para ajudar e de pô-los a interagir com os avós. Há estudos que provam que viver numa casa multigeracional adia ou evita os efeitos da demência. Com os idosos expostos à energia dos mais novos, são maiores as probabilidades de que estes se sintam fortes e, claro, amados.

Viajar por mais tempo

Quando tem filhos, sobretudo pequenos, viajar torna-se mais difícil e as viagens espontâneas deixam de existir, seja para um fim-de-semana romântico com a cara metade ou para um compromisso profissional. Com outras pessoas a viver na casa, o problema desaparece e já não precisa de pedir a amigos para ficar com as crianças. Os seus filhos podem permanecer no conforto da própria casa e de um ambiente já familiar enquanto se ausenta. O mesmo acontece com os animais de estimação. Em termos de logística é, sem dúvida, muito mais prático.

Promover laços

Acabamos, concluindo que cultivar uma família intergeracional e promover laços entre os vários membros cria um melhor sentido de compreensão entre gerações. Os parentes idosos sentem-se mais integrados e, por consequência, menos marginalizados durante a sua velhice. Desta forma, é possível garantir o cuidado e o bem-estar de toda a família de uma forma coesa e holística.

E por falar em idosos, para tornar a sua casa mais segura para mais mais velhos, leia o livro de ideias: 6 dicas de casa para idosos.

Vive com os seus pais ou outros familiares para além dos filhos ou cara-metade? Como é a experiência?
Casas modernas por Casas inHAUS

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