O loft de um fotógrafo em Barcelona

Rita Gouveia (homify) Rita Gouveia (homify)
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O atelier de arquitectura catalão Alex Gasca, remodelou recentemente um apartamento de dimensões reduzidas, num antigo edifício datado de 1860 no bairro do Raval, que não é nada mais nada menos que um espaço de 40m² que foi convertido na casa de um fotógrafo. As paredes foram retiradas e no seu lugar foi criado um espaço aberto e fluído onde a luz se tornou no elemento principal. Um material inatingível que banha todo o espaço, que o difunde e que faz com que cada uma das texturas brilhem de uma forma imperfeita e natural. Um espaço onde não existem espaços escuros , mas antes espaços visuais dinâmicos e luminosos.

O conceito

Próximo do mercado de Sant Antoni, no último piso de um edifício de seis andares, encontramos este apartamento com vistas para o mesclado bairro do Raval. Grandes espaços abertos permitem que a luz penetre no interior e o inunde em cada uma das suas esquinas. E é precisamente essa iluminação natural, que tem marcado este projecto nos seus diferentes aspectos, como a materialidade ou a distribuição, e o tem preconizado. Por esse motivo, uma das ideias fundamentais foi a de eliminar as antigas paredes e criar um espaço aberto e fluído, onde apenas uma subtil caixa de vidro se evidencia e tenta articular todos os momentos e espaços da casa.

A materialidade

Durante o processo de demolição das paredes interiores e de remoção do pavimento original, foram descobertos elementos necessários e importantes para a execução do futuro projecto. Elementos que o dignificam e com os quais nos deparamos e, que tornam ainda mais especial este apartamento. Falamos dos seus elementos e características construtivas que se mantiveram na sua perfeita imperfeição e que, se destacam dos materiais contemporâneos. O fabuloso efeito das vigas de madeira e seus relevos, deixa à mostra todo o esqueleto construtivo, trazendo um certo sentimentalismo histórico ao projecto. Em relação às paredes mestras, algumas delas foram deixadas no seu estado original e outras pelo contrário, foram adaptadas ao projecto contemporâneo e pintadas de branco. As texturas são tratadas de uma forma simples, tentando que nenhuma delas chame demasiado à atenção em relação à outra, aceitando a sua beleza natural e sem disfarces. Nesta mesma linha, idealiza-se um pavimento em madeira também, no qual se escolheu uma cor que fosse de encontro à paleta cromática do projecto global.

As diferentes áreas

Nesta imagem é possível observa o elemento divisório. Uma caixa de vidro alargada separa usos distintos. À direita, um espaçoso quarto iluminado por dois grandes jarros de luz; à esquerda, uma cozinha revestida com mármore onde uma peça concebida como um banco de madeira encerra esse espaço. Todavia estas duas áreas não representam a área total do apartamento, uma vez que è possível ver nascer uma nova área à esquerda, na imagem.

A misteriosa caixa de vidro

A caixa de vidro que vemos na imagem, tal como já se podia imaginar, é a casa de banho. Esta peça subtil e frágil que divide o espaço, permite também que a luz por ela entre e flua, complementando a àrea espacial do apartamento. Uma caixa que não toca no tecto e a partir da qual se podem adivinhar as formas que habitam o seu exterior. Assim é, uma caixa construída a partir de vidros translúcidos.

Uma das paredes de vidro é interrompida para se abrir um espaço de passagem e ligação para o resto da casa. Neste apartamento não existem quaisquer portas, apenas a que dá acesso ao apartamento; a porta de entrada. Apesar disso, o espaço vai-se adaptando e criando espaços dentro dele mesmo consoante o uso que se faz dele. 

Para o seu interior optou-se por um jogo de linhas simples e geométricas em consonância com a simplicidade que impera no espaço envolvente. Tal como a caixa que encerra a cozinha, também aqui existe um único muro interior que se revestiu com cimento, para proporcionar um melhor isolamento.

O último segredo

Depois de uma análise global acerca deste apartamento perguntamo-nos para onde nos leva aquela escada em caracol não? Pois bem, não é nada mais nada menos que o acesso ao enorme terraço do edifício. Com uma área semelhante à do apartamento em si, este espaço oferece vistas privilegiadas sobre a cidade, para além de trazer ainda mais luz ao interior deste apartamento.

O que lhe pareceu este projecto? Gostou? Deixe-nos ficar a sua opinião.
Casas modernas por Casas inHAUS

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