Mármores de Estremoz (Vila Viçosa e Borba) e Pêro Pinheiro Mármores de Estremoz (Vila Viçosa e Borba) e Pêro Pinheiro

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Mármores de Estremoz (Vila Viçosa e Borba) e Pêro Pinheiro

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O mármore, cujo nome provém do grego marmairein ou do latim marmor, é uma pedra metamórfica cristalina e carbonatada que resulta da cristalização de rochas calcárias ou dolomíticas previamente existentes. É composta por cristais de calcite ou dolomite e pode ser extraída em blocos, facilmente cortada, polida e, por isso mesmo, aplicada à construção.

A extracção de pedra mármore em Portugal é uma actividade que remonta a tempos longínquos e foi sempre fundamental na construção e decoração de alguns dos edifícios e monumentos mais importantes do nosso território e da nossa História. 

Na verdade, uma das boas imagens de marca que partilhamos com o mundo é precisamente a nossa pedra mármore. Conhecida pela sua excelência, pela qualidade, pela pureza e pela extensa variedade cromática, a pedra mármore portuguesa está entre as mais apreciadas e procuradas do mundo, sendo claro o destaque do mármore alentejano proveniente da anticlinal de Estremoz e do mármore de Pêro Pinheiro.

​1. Mármore de Estremoz (Vila Viçosa e Borba)

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Tiago do Vale Arquitectos

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É no concelho de Estremoz, mais propriamente no chamado anticlinal, que se encontra uma vasta zona – com cerca de 40 quilómetros – de mármores calcíticos. A extracção de pedra desta zona remonta já ao período Romano – o templo romano de Évora foi construído com esta pedra -, sendo a referência mais antiga de utilização dos mármores datada do ano 370 a.C. 

Porém, o mármore atingiu o seu apogeu no período barroco, fazendo parte da construção de palácios, estátuas, monumentos civis e religiosos, fontes e outros edifícios. Com o passar do tempo e com as boas experiências, o valor destes mármores cresceu exponencialmente e a pedra passou a ser utilizada regularmente na arquitectura de edifícios públicos e particulares, em interiores, exteriores, paredes e/ou pavimentos.

*Na imagem, uma ilha de cozinha revestida com mármore de Estremoz.

Chalé das Três Esquinas: Casas de banho  por Tiago do Vale Arquitectos,
Tiago do Vale Arquitectos

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Actualmente, o mármore de Estremoz é aplicado em milhares de obras de construção civil por todo o mundo. Nos nossos dias, é a única estrutura geológica que se encontra em constante e ininterrupta exploração. Apesar de este tipo de mármore ter sido baptizado com o nome do concelho de Estremoz, a verdade é que a exploração se distribui, também, embora em menos escala, pelos concelhos de Vila Viçosa e Borba.

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A originalidade e a excelência destas pedras, fruto das diferenciadas respostas à tensão a que possam ser sujeitas, estão bem patentes na variada paleta cromática que varia entre o branco, branco vergado, creme vergado, rosa, pele de tigre, ruivina e marinela; assim como na raiada (ou vergada) que varia de acordo com a cor e o padrão e faz as delícias dos clientes que procuram uma pedra mais personalizada que vá ao encontro das suas preferências.

2. Mármore de Pêro Pinheiro

Localizada no concelho de Sintra, a vila de Pêro Pinheiro está associada à exploração do mármore há mais de dois séculos, sendo uma das regiões de Portugal com maior número de empresas da área e com maior volume de material exportado, essencialmente para a indústria da construção, da escultura e da decoração. A grande característica da pedra que aqui se produz assenta, essencialmente, na riqueza calcária do seu subsolo, responsável pelo famoso mármore LIOZ, calcário de origem marinha que se forma através da precipitação de minúsculos grânulos de carbonato de cálcio, a partir das águas quentes sobressaturadas.

REMODELAÇÃO_APARTAMENTO RESTELO | Lisboa | PT: Casas de banho  por OW ARQUITECTOS lda | simplicity works,
OW ARQUITECTOS lda | simplicity works

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Esta pedra rara, que apresenta uma grande abundância de fósseis e que é tão utilizada na arquitectura de importantes monumentos portugueses (o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém são os principais exemplos), caracteriza-se por ser um calcário bioclástico e calciclástico compacto, rico em biosparite e microsparite e por possuir uma paleta de cores que viaja entre o bege (cor mais comum), cinzentos-claros, rosas e tons esbranquiçados. O mármore LIOZ apresenta uma textura muito característica criada pelos organismos fossilizados dos rudistas (organismos sedentários extintos que viviam em mares pouco profundos e se fixavam uns aos outros criando recifes) que a compõem.

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