Construir com palha: 6 ideias baratas e exóticas

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
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A palha é, em determinados países, um elemento cada vez mais querido e utilizado na construção. Trata-se de um recurso económico e que existe em abundância na natureza, fundamentalmente nos Verões mais longos. Usando areia grossa, argila e palha picada – que servirá de isolante e suporte do gesso ou do painel pré fabricado – pode aproveitar este recurso abundante.

Esta mistura, em combinação com fundações, colunas e lajes, é uma técnica tradicional de construção da época colonial e, hoje em dia, continua a ser usada, embora com menor frequência.

A palha, utilizada como elemento na arquitectura, dá origem a belos tectos que ajudam a equilibrar a temperatura interior do edifício.

Venha conhecer as seis ideias que temos para lhe mostrar. 

Pérgola de junco africano

Jardins tropicais por Junco africano
Junco africano

Pérgola de junco africano

Junco africano

O junco africano é usado como material para paredes e telhados desde há muito tempo. Esta é uma arte tradicional transmitida de pais para filhos desde a época da escravatura. Os materiais para criar o entrançamento são os próprios fardos de palha, pelo que o processo é simples.

Este é um material muito resistente e de boa qualificação e valorização. Trata-se de criar um tecto vegetal de alta qualidade e resistência. Para além de tudo, é à prova de fogo e é impermeável. Assim sendo, a sua utilização não é arriscada e com ele pode construir paredes, pérgolas, guarda-sóis e tectos.

O junco africano, começa a impor-se na construção de residências privadas, hotéis, casas de férias e restaurantes. Também pode usá-lo em sua casa: não se arrependerá.

Entrançamento com suporte de madeira

O junco africano pode ser entrançado sobre suportes pré-fabricados de ferro ou madeira, permitindo criar de forma económica e rápida estruturas de trançado africano em sua casa. Como pode ver na imagem que aqui publicamos, de um projecto dos arquitectos António Ferreira Junior e Mário Celso Bernardes, o resultado final será excelente.

Terra, argila, pedra, madeira e palha

Tal como já dissemos, a palha não serve apenas para criação de tectos e pérgolas, mas também para outro tipo de construção. Na imagem que publicamos podemos ver a casa Mazzioli, uma eco-vila bioclimática que apresenta uma estrutura com fundações de cimento. As colunas, as vigas, as cintas e as correiras são de madeira de eucalipto. A cobertura, também em madeira, possui um duplo lambril e uma membrana geotextil e, horizontalmente, rebocos de areia, argila e palha.

Pérgola de palha

As coberturas vegetais são, habitualmente, exibidas nas zonas mais visíveis da casa e naqueles sítios onde queremos proporcionar bem estar a quem nos visita e, claro, a nós próprios.

Este tipo de coberturas que são usadas há muitas centenas de anos estão hoje em dia a ganhar a importância que verdadeiramente merecem. Os elementos vegetais são o junco africano, a urze e a palmeira.

A arquitectura, com um desenho de casa rural, permite oferecer uma sensação de paz e bem estar, criando uma experiência inolvidável e plena de harmonia com a natureza.

Tectos de palmeira

Os tectos de palmeira são muito frequentes nos climas tropicais, dado a abundância deste tipo de árvore. Se feitos de forma adequada, podem chegar a durar 30 a 50 anos. Tudo depende do construtor, da inclinação da cobertura e da qualidade da palmeira. O processo construtivo varia entre: amarrado, entrançado e entrelaçado.

A desvantagem é que este material é inflamável e necessita de tratamento e manutenção para que não ganhe bichos e fungos. Devido a isto, a opção da palmeira sintética começa a tornar-se popular, de forma a contornar esses inconvenientes, mantendo a beleza da planta.

Na imagem que apresentamos, o estúdio BR Arquitectos apresenta-nos uma opção de cobertura em palmeira para residências, restaurantes, bares e salões de festas.

Urze para coberturas

Com urze, poderá construir pérgolas, tectos e coberturas que são ideias para desfrutar de um terraço ou jardim junto à praia. A sua estética tão rústica oferece uma beleza incomparável ao espaço e transforma-o num lugar muito prazeroso.

A cobertura possui um mastro de pinho ou de ferro. No caso do primeiro, deve ser tratado para uma durabilidade prolongada. O segundo deve estar perfeitamente forjado para que possa oferecer uma grande estabilidade, principalmente quando surge qualquer tipo de imprevisto meteorológico.

A urze pode ser encontrada já em rolos e pronta a instalar, tendo uma durabilidade garantida de mais de 20 anos. Vale a pena experimentar.

O que achou das ideias que deixamos? Tem mais alguma que gostasse de acrescentar? Deixe-nos os seus comentários.
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