Um desafio e uma solução original

Mariana Caldeira Mariana Caldeira
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É situado na região norte do nosso país que surgiu um dos projetos habitacionais mais inovadores que por aqui tem passado. Quebrando a monotonia de uma envolvente construída tradicional, foi desenhada uma casa numa arquitectura contemporânea, sem recorrer a contrastes dramáticos. 

A equipa responsável pela intervenção é liderada pelo arquitecto Nelson Resende e já aqui foi algumas vezes mencionada devido à forma extremamente interessante como supera todos os desafios. Após vários anos de experiência em várias equipas ligadas à arquitectura, o arquitecto decidiu criar o seu próprio atelier, executando uma grande variedade de projetos.

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Contexto

Situada na cidade de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, a construção é envolvida por zonas com paisagens fantásticas e o famoso Castelo da Feira. O lote onde se implanta esta habitação é marcado por um terreno irregular com pendente contaste, que acabou por um assumir um papel preponderante ao longo do desenvolvimento da intervenção. A nível arquitectónico o local é conformado por uma série de construções heterogéneas, com grande disparidade ao nível de cérceas, afastamentos e volumetrias.

Intervenção

Dadas as características do lugar, o projeto desenvolvido pelos arquitectos acabou por ter como principal desafio a necessidade de articular o programa habitacional e as vontades do cliente com a diversidade da morfologia existente. Apesar de se objetivar uma construção de raiz numa linguagem atual, pretendia-se acima de tudo uma solução equilibrada capaz de estabilizar o espaço em envolvente, sem rupturas. Deste modo, optou-se por uma intervenção distribuiu-se ao longo de alguns volumes, criando um conjunto menos denso e facilmente integrada no contexto.

Volumetria

A aparência final do conjunto resulta da combinação de três volumes muito diferentes não só a nível visual, mas também quanto ao seu esquema funcional. O primeiro volume, encontra-se a Nascente, conformando com a garagem, lavandaria e arrecadação, grande parte dos espaços de apoio à habitação. No segundo volume, foi materializada a charneira entre os outros dois volumes, assumindo um papel preponderante ao nível da distribuição principal. Finalmente, o terceiro volume é responsável por acomodar a maioria do programa habitacional, abrindo-se com um grande logradouro a poente, capaz de fazer todo o conjunto respirar.

Materialidade

Além de funções e volumetrias distintas, os três espaços já referidos, apresentam também uma materialidade bastante diferenciada. O volume central acaba por apresentar uma maior excentricidade formal estabelecendo-se como charneira entre o corpo de serviço e o corpo que incorpora a maioria do programa habitacional. Contrastando com a aparência dos restantes espaços, este volume principal, virado a poente, é rasgado por grandes janelas, varandas e terraços de apoio.

Exteriores

Tão ou mais importantes que os três volumes que conformam os interiores da habitação, são os espaços exteriores que os articulam. Tratados em função do desenvolvimento do programa, os pátios e logradouros enfatizam cada um dos espaços. Sendo assim, foram desenhados pátios de apoio à garagem e lavandaria, um percurso exterior de acesso à rua na extensão do espaço ajardinado e ainda varandas e terraços de apoio, maioritariamente virados a poente.

Interiores

A excentricidade da aparência exterior da habitação é traduzida numa plasticidade sóbrio nos espaços interiores. A predominância do branco no tecto e paredes que cobre todo o tipo de superfícies é contrastado por pavimentos em madeira. A integração de um material natural permitiu equilibra a modernidade do projeto, conferindo-lhe, ao mesmo tempo, uma atmosfera mais calorosa e acolhedora.

Cozinha

Não podíamos deixar de lhe apresentar a cozinha – sem dúvida, uma das nossas divisões favoritas. Mais uma vez, o minimalismo das superfícies brancas é quebrado pela incorporação de um material mais dinâmico. Os planos com aparência do mármore criam um ambiente único, que mantendo a simplicidade da divisão traduz-se numa inesperada sofisticação.

Escadas

Todo o desenvolvimento do projeto foi acompanhado de um atenção ao detalhes capaz de criar alguns dos momentos mais interessantes da intervenção. Um dos pormenores construtivos que mais apreciámos foi a caixa de escadas responsável pela circulação vertical. Materializada em madeira, além de desempenhar um importante papel funcional, esta escada assume um papel escultórico no centro da casa.

Modernidade e tradiçãp

O mais interessante desta intervenção é a forma original como se respondeu aos desafios colocados pelos contexto. O trabalho exaustivo da equipa liderada por Nelson Resende permitiu integrar de forma elegante um projeto contemporâneo num ambiente tradicional. Um resultado muito bem conseguido que só pode esconder um processo criativo extremamente exigente.

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