A solução ideal!

Rita Paião – Homify Rita Paião – Homify
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Não nos fartamos de lhe mostrar projectos de remodelações pois sabemos o quanto gosta deles. O de hoje fica uma bocadinho fora de mão mas é mais um exemplo de bons projectos e de uma sensibilidade extra. Partimos hoje com destino à Coreia e é lá que vamos ficar durante todo este projecto de remodelação. O projecto de hoje é a prova do desenvolvimento económico e crescimento urbano na Ásia Oriental. Devido à rapidez e à população aumentar todos os dias consideravelmente, as habitações deste povo têm crescido em camadas na tentativa de conseguir mais habitações.

Mais impressionante do que este povo e o brutal crescimento, é a casa de hoje já ter passado por mais de 42 projectos de remodelação – imagine só as vezes que a família cresceu e o número de proprietários pela qual passou. O gabinete de arquitectura Moohoi foi o responsável pela 43ª remodelação e é essa mesmo que lhe mostramos hoje com muito entusiasmo. Ficou curioso? Venha daí…

Antes: algum caos

Há muito tempo atrás esta construção foi algo bem tradicional e rudimentar, correspondente às necessidades dos moradores e à tecnologia e materiais. Considerando a situação do edifício a ser remodelado não dá para acreditar como já passou por 42 remodelações anteriormente, tenham sido elas de pequena ou grande intervenção. 

Sofria agora de problemas de impermeabilização e o seu isolamento prejudicava em muito a eficiência energética da casa. As casas vizinhas pertencem a membros de família, logo os muros que ladeavam a mesma foram demolidos para criar algo mais familiar e social.No entanto, por uma questão de segurança estes muros foram remodelados e a solução final poderá ser vista nas fotos seguintes.

Depois: Já nos podemos mudar!

Se a casa e todo o seu terreno circundante se encontrava com mau aspecto e com ar de que não era habitada, isso mudou. Agora tem aspecto de um lar acolhedor e a madeira tem muito influencia nisso. Pelo seu desenho moderno e contemporâneo, a mesma consegue destacar-se das restantes vizinhas. A área em deck é super funcional já que de repente a mesma pode ser algo mais privado e não tão devassado como se vê nesta imagem. As estruturas em aço serão as responsáveis por toda a modificação do espaço.

A privacidade ao ar livre

A estrutura de metal que na foto em cima podia suscitar alguma discórdia e curiosidade, aqui ganha todos os pontos. Uma cortina translucida abre em forma de fole e corre por toda a sua longitude fechando por completo o espaço, de um lado e de outro. O objectivo é conseguir um aumento exponencial do espaço interior para o exterior e ainda assim aproveitar ao máximo a privacidade pretendida. As cortinas são translúcidas e os vultos identificam pessoas e objectos. Esta extensão não tem tecto, logo este espaço é ao ar livre mas entre paredes. Esta solução brilhante aumenta a liberdade dos seus habitantes e a utilização do espaço.

A perspectiva exterior e de quem passa é de algum curiosidade e inquietação. Gosta-se e sente-se algo místico e sonhador no ar. A luz é amarela e identifica à partida o conforto interior.

A relação com o exterior

A vista do interior para o exterior é também ela confortável e simpática. Gosta-se de toda a madeira usada em paredes e pavimentos e a árvore anã ao fundo dá-nos a sensação de frescura e de natureza presente nesta cidade onde a imensidão de pessoas, transito e edifícios não nos deixam relaxar sempre que queremos.

Entre o exterior e o interior o espaços são divididos por degraus e as janelas de duas folhas abrem para fora, conseguindo aproveitar toda a extensão desta parede. À esquerda, toda a parede foi forrada a estante onde centenas de livros e revistas têm o seu lugar ao sol. Imagina-se no espaço exterior cheio de luz natural sem ser visto pelos vizinhos a sentir um pouco de paz de alma? Os interiores são uma mistura colorida de paredes brancas lisas e de madeira clara.

Contraste únicos

Como prova da história do espaço e da habitação, parte das paredes que limitam o terreno para o exterior foram deixados intactos (em pedra) e apenas se apostou em maior altura com um muro liso de cimento – os contrastes são únicos.

Além disso, foi criado um jangdokdae, um espaço tipicamente coreano usado para o armazenamento de alimentos ou objectos em local fresco e arejado – algo antigo e não tão usado nos dias de hoje, mas uma homenagem típica ao estilo coreano.

Espaço de contemplação da natureza

Uma parede de tijolos albinos cerca a habitação e gera privacidade à família. Um deck de madeira deixa o ambiente mais orgânico e com preocupação ambiental, conseguindo manter o desejo dos moradores de ter contacto com a natureza. Repare nas luzes que foram embutidas nas paredes, conseguindo iluminar o espaço depois do anoitecer.

Um até já…

Também na Coreia, inúmeras casas têm sido destruídas para serem reconstruídas do zero. A de hoje, é só mais um bom exemplo de como se podem preservar elementos do passado e ainda assim conseguir uma nova imagem e um novo fôlego modificando-a totalmente. Com soluções modernas aplicadas em cima de preservações passadas conseguem-se resultados dignos de revista e de muita originalidade.

Aqui, espaços de armazenamento foram criados por de trás de portas pretas.

Que achou da solução final? Deixe-nos o seu comentário!
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