Guia do modernismo: tudo o que precisa de saber

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A definição de modernismo diz-nos que estamos perante algo que pertence ao presente e, por isso mesmo, se mantém actual. Ainda assim não nos devemos confundir pois aquilo que é contemporâneo não é, necessariamente, moderno.

O modernismo é um estilo nascido no meio do século passado como resultado de guerras e crises mundiais.

Neste guia, explicaremos o estilo moderno (ou Mid Century) e como este ainda se encontra bem activo, estabelecendo as bases para o minimalismo e influenciando-nos com o seu sentido lúdico e com as suas linhas puras tão características.

História

ANDAR MODELO GAIA 2014: Sala de estar  por Filipa Cunha Interiores
Filipa Cunha Interiores

ANDAR MODELO GAIA 2014

Filipa Cunha Interiores

Como dissemos antes, o actual não é necessariamente moderno, mas o moderno segue na vanguarda e é tão desejado como acontecia há 70 anos atrás.

Devemos entender que o modernismo se iniciou há mais de 100 anos, com os impressionistas e com outros artistas da arte abstracta a serem os principais impulsionadores do movimento.

Após o notável crescimento do design de interiores, graças à Art Deco dos anos vinte, a tecnologia do momento oferecia novas e surpreendentes possibilidades construtivas. Pouco a pouco as madeiras ganharam estranhas formas contorcidas e os plásticos coloridos começaram a aparecer fundidos e trabalhados numa infinidade de figuras. O modernismo começava a influenciar a forma como olhamos os ambientes e a conquistar o seu espaço no mundo da arquitectura e da decoração.

Identificando os móveis

O mobiliário modernista é facilmente identificável pelas suas linhas rectas, limpas e puras, com pequenos detalhes curvos e ângulos suaves, onde raramente se encontram pormenores decorativos ornamentais. O seu desenho quase minimalista é composto, geralmente, por estruturas de madeira mas, tendo em conta que falamos de um estilo que se adapta e mantém na vanguarda época após época, é possível encontrar muitas peças feitas em fibra de vidro ou metal. Geralmente os estofos são lisos ou, no máximo, combinam duas cores.

Entre os grandes artistas de mobiliário deste movimento podemos encontrar nomes como George Nelson, Charles e Ray Eames, Eero Saarinen, Harry Bertoia e Arne Jacobsen entre outros.

Actualidade

A população mundial cresce de dia para dia e é comum encontrar espaços de habitação cada vez mais pequenos. O movimento moderno cimentou as bases que contribuíram para o que conhecemos hoje como minimalismo, onde predomina uma estética simples, prática, funcional e que cumpre papel fundamental na maximização e aproveitamento dos espaços. Estamos perante um estilo de caracter novo e atemporal que, tal como o minimalismo, descarta tudo o que é supérfluo e desnecessário.

Mobiliário

O mobiliário do inicio da segunda metade do século passado era de linhas simples, sofisticadas e facilmente combináveis com peças de outras épocas. Actualmente, o movimento moderno continua a utilizar formas geométricas básicas, como quadrados, triangulos e círculos perfeitos. Sem ser verdadeiramente minimalista, a tendência é ainda assim manter-se simples e desprovido de excessos.

No que diz respeito aos materiais actuais, iremos encontrar a mesma preponderância da madeira, metais polidos e plásticos com diversas formas de acabamento.

Hoje em dia, à importância da criação foi acrescentada a preocupação com a sustentabilidade, pelo que a reutilização de materiais e a utilização racional e equilibrada de recursos naturais são factores de grande importância.

Estilo para várias gerações

ANDAR MODELO GAIA 2014: Sala de jantar  por Filipa Cunha Interiores
Filipa Cunha Interiores

ANDAR MODELO GAIA 2014

Filipa Cunha Interiores

Se falarmos de elegância e versatilidade, chegamos à conclusão de que este estilo parece estar destinado a ser o ideal para a nossa decoração. Abrindo as portas de nossa casa às peças únicas e icónicas criadas pelos famosos designers do modernismo, estamos a assegurar um investimento duradouro para ser desfrutado por várias gerações. Um interior adaptável aos estilos e épocas e que será referência na decoração por muitos anos. 

Paleta de cores

Parede e piso  por U2
U2

​Mural wallpaper, point wallpaper

U2
U2
U2

Existe uma fórmula de distribuir as cores na decoração que funciona na perfeição neste estilo: a famosa regra de 60-30-10, que nos oferece ambientes dramáticos que convivem na perfeição com o mobiliário típico da época.

O mais recomendável é que na hora de decorar a sua sala ou quarto escolha uma cor primária que será usada em 60% do espaço, deixando os 30 e 10% restantes para tons secundários e complementares respectivamente.

As cores neutras como o bege, os brancos e negros, também são bem-vindos a este estilo. O branco e o negro são um imperativo nas paredes ou nos pisos, oferecendo ao espaço um aspecto sofisticado e cosmopolita. Tudo isto serve de base para o resto das cores que se distribuem pelo espaço com base na fórmula anteriormente mencionada.

Iluminação

Sala de jantar  por Pablo & Paul
Pablo & Paul

Petros Sianos meets Alina Vergnano

Pablo & Paul

Visto que duas das características principais deste estilo são a circulação livre e a luminosidade, não é de estranhar que o modernismo possua artefactos dos mais variados, práticos e belos. É fácil apreciar as luminárias da época, como esculturas que resistem ao passar do tempo, adaptando-se a quase todos os espaços e ambientes. 

Dentro da iluminação, tanto os candeeiros de pé como os de mesa ou tecto, possuem geralmente desenhos geométricos ou linhas curvas bem definidas. As suas formas oferecem uma estética controversa na hora de iluminar o ambiente. Maioritariamente construídos em metal, podemos também encontrar modelos com detalhes e/ou suportes noutros materiais como a madeira. 

Tapetes, papel de parede e decoração

Identificar o estilo moderno é crucial na hora de escolher os tapetes, pois este enfatiza padrões abstractos e assimétricos. O papel de parede também se desenha com estas formas e quando se enche de cortes vibrantes e chamativos torna-se único e capta a atenção de qualquer um. Estes padrões oferecem um excelente suporte para o contraste proporcionado por mobiliário de linhas simples e aparência elegante, que apresenta bons acabamentos. A madeira, fibra de vidro e o metal cromado impõem-se como materiais estruturais favoritos.

Embora não estejamos perante um estilo minimalista, podemos aplicar o conceito “menos é mais”, passando a ter uma decoração com poucos objectos, organizados de forma elegante e linear. Tudo precisa de ordem e equilíbrio. Tudo deve ser prático e funcional.

Nesta imagem vemos um excelente exemplo de modernismo realizado pelo estúdio da artista Paula Herrero.

Conclusão

Como se percebe, ainda há muito Mid Century/Modernismo para desfrutar ao longo dos anos. Este camaleónico estilo adapta-se facilmente a qualquer época, decoração e ambiente pelo que, seguramente, poderemos desfrutar por muito mais tempo destas verdadeiras obras de arte do mobiliário e do design.

O que achou do estilo modernista? Imagina a sua casa decorada desta forma? Deixe-nos as suas ideias nos comentários.
Casas modernas por Casas inHAUS

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