Uma casa que outrora foi um celeiro!

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
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Neste artigo, vamos até Suffolk mostrar-lhe um celeiro abandonado, posteriormente recuperado pelo atelier Beech Architects. O antigo celeiro é agora uma casa com cinco quartos. A sua construção envolveu planeamento, levantamento arqueológico e outras burocracias que se devem ao facto de ser um edifício classificado.

A intervenção envolveu a total renovação da estrutura de madeira do celeiro que datava do século XVIII. Materiais tradicionais como a cal, a argamassa, o carvalho e a argila foram combinados com um isolamento térmico muito eficiente, uma bomba de calor e aquecimento por piso radiante. Estas modernas adições transformaram o frio e velho celeiro num espaço confortável, sustentável e de carácter familiar. As paredes existentes no interior e no exterior foram mantidas e o celeiro principal convertido num amplo espaço aberto com uma lareira virada para os dois lados que separa a cozinha da zona de estar. Os espaços restantes foram utilizados para abrigar os quartos.

Vamos conhecer este caricato projecto já premiado pela Suffolk Society of Architects for the Craftmanship Award.

Primeira impressão

Casas de campo  por Beech Architects
Beech Architects

Rear Garden

Beech Architects

Eis a fachada da moradia que sobressai pelo seu estilo rústico. Os arquitectos da Beech Architects souberam combiná-lo com detalhes mais modernos, projectando um edifício único com um design atraente. É impossível não reparar em algumas características que revelam atenção ao detalhe como por exemplo a utilização de tijolo na parte inferior da fachada ou as amplas zonas envidraçadas. O celeiro foi, efectivamente, modernizado, tendo-se porém respeitado a sua essência tradicional. Um encontro bem sucedido entre o passado e o presente.

Jardim

Casas de campo  por Beech Architects
Beech Architects

Front Elevation

Beech Architects

Tendo em conta o carácter do edifício e a zona envolvente, não podia faltar um jardim, perfeito para descansar e aproveitar os dias de Verão. Foram plantadas várias espécies de plantas em locais estratégicos, criando um cenário pitoresco que encaixa na perfeição com a fachada de madeira escura.

Quando projectar a sua casa, pense sempre qual o melhor local para usufruir do ar livre e de tudo o que a natureza nos pode dar pois não há nada melhor do que termos um espaço privado onde possamos interagir com o meio ambiente.

Uma sala de estar acolhedora

Salas de estar campestres por Beech Architects
Beech Architects

Main 17th Century Barn Space

Beech Architects

Estamos finalmente dentro de casa. O que nos chama de imediato a atenção é o uso extensivo da madeira remanescente do edifício centenário. 

A sala está organizada e decorada de forma harmoniosa. As cores aproximam-se dos tons naturais da madeira e percorrem os cinzas e brancos. Tudo faz sentido neste ambiente onde não existem elementos desnecessários à funcionalidade do espaço. É a sala perfeita para desfrutar de um bom livro e relaxar no confortável sofá. Destaque ainda para o recuperador de calor que não podia faltar neste ambiente acolhedor de casa de montanha. 

Cozinha e sala de jantar

A imagem mostra-nos a área da cozinha e da sala de jantar. Os arquitectos criaram um espaço aberto que permite a livre circulação entre as duas zonas. O coração da sala de jantar é, naturalmente, a grande mesa de madeira capaz de acomodar oito pessoas. A cozinha tem uma área generosa e integra uma ilha com várias gavetas e prateleiras. A ilha de cozinha é um elemento com cada vez mais sucesso nos interiores modernos pelos propósitos distintos que serve. 

Quarto principal

Quartos campestres por Beech Architects
Beech Architects

The old milking shed

Beech Architects

Na imagem, o quarto principal. A estrutura herdada do celeiro antigo foi mantida e o tecto, em termos arquitectónicos, é muito interessante. O interior é consistente e a paleta cromática repete-se em todas as divisões. Neste quarto, manteve-se o mobiliário simples. Existe apenas uma cama e mesas-de-cabeceira para apoio. No entanto, a madeira, a luz natural e os têxteis asseguram o conforto que se procura nesta divisão da casa. Alguns dos têxteis usados na decoração desta casa são criações locais, designadamente da National Trust Shop, em Flatflord que vende produtos de designers britânicos.

Casa de banho

Depois do quarto, a casa de banho privada. Neste espaço, os residentes optaram por, além do espaço de chuveiro, instalar também uma grande banheira que permite relaxar e descontrair com um belo banho quente ao fim do dia. O espaço da casa de banho é fresco e dominado pela cor branca que é contrabalançada com pormenores em madeira natural. 

Deixe-nos a sua opinião sobre esta recuperação e diga-nos qual é a sua divisão preferida!
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