Prédio na Lapa com jardim e piscina!

Rita Paião – Homify Rita Paião – Homify
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Há sempre uma primeira para vez para tudo, pelo menos é o que se diz! Hoje é o dia especial para receber no conforto do seu lar um artigo homify 360º, que é nada mais nada menos, do que um projecto de arquitectura em que os seus interiores também são mostrados em grande escala. O arquitecto é português e o sua arte e profissionalismo enche-nos de orgulho. João Tiago Aguiar é o nome que tem de decorar se quer estar a par de boas coisas que se fazem no nosso Portugal. 

Um projecto de remodelação super recente, datado de 2015, trata da reconstrução de um edifício situado no bairro histórico da Lapa, em Lisboa. Com uma área  de 420 m² o edifício destina-se à habitação e sustenta 3 distintos apartamentos: um duplex T1, um T2 e um T3.

Ficou com curiosidade em perceber como o edifício se comporta? Veja as imagens seguintes!

Fotografias: Fernando Guerra | FG+SG

A fachada principal

O edifício existente encontrava-se em avançado estado de degradação e a solução escolhida recorreu à demolição total do edifício e posteriormente à reconstrução na sua totalidade.

Todo o interior sofreu uma nova reformulação e compartimentação de divisões, sem desvirtuar a memória do seu passado e também introduzindo intervenções modernas e contemporâneas marcando a época em que foi executada. A demolição permitiu assim a criação de um corpo nobre e actual, apesar da sua linguagem simples. 

O edifício permite 2 lugares de estacionamento no interior do lote e a porta de entrada dá acesso aos três distintos apartamentos.

A fachada posterior

Ambas as fachadas foram demolidas e reconstruídas, sempre com o intuito de preservar a memória do passado através das métricas e materiais usados. Conseguiu-se ainda assim preservar a heterogeneidade da zona/bairro com a introdução de uma linguagem contemporânea e mais moderna. 

Localizado entre dois edifícios de arquitectura idêntica, quem passa na rua questiona-se se o mesmo será antigo e restaurado ou novo e feito de raiz, pois existe algo nele que capta a atenção dos meus atentos. O edifício destina-se unicamente a habitação e desenvolve-se em 4 pisos , sendo um semi-enterrado e o último correspondente ao aproveitamento de sótão.

A entrada

A entrada faz-se por esta porta em vidro e segue-se um corredor que posteriormente dá acesso aos diversos apartamentos. Logo junto à entrada, arranca uma escada que liga este piso ao superior. Aqui a aura é limpa e simples. O pavimento é em mármore e as paredes e tecto de cor branca. A porta que se vê à direita dá acesso à garagem onde é possível colocar dois automóveis.

O T1 duplex

A entrada para o apartamento T1 duplex é feita pelo piso da entrada e é composto ainda pelo piso mais enterrado. Mal se entra neste espaço fica-se de imediato com uma percepção geral de toda a área bem como a vista para o espaço/jardim exterior.

Este apartamento caracteriza-se por um grande volume aberto e cheio de luz. O uso do jardim e da piscina é de uso exclusivo deste apartamento e é certamente o que mais inveja os vizinhos superiores. Ter uma casa aberta para um jardim com piscina e ainda assim, poder sentir-se num espaço reservado e só seu.

O piso inferior com zona de estar e cozinha, abre-se todo para este jardim e as zonas sociais ficam junto à fachada sob um duplo pé direito.

Tal como se era de esperar o espaço é totalmente amplo e não existem paredes a dividir divisões, aumentando assim visualmente a área habitável.

Nesta perspectiva é curioso ver como toda a fachada em vidro é unicamente a fachada da casa. A forma como as escadas dão acesso ao 1º andar, aos materiais aplicados, etc. Repare como ao fundo a parede foi aproveitada para, mediante projecto, fosse possível colocar televisão e restantes objectos pessoais nesta parede. A calha de luz artificial colocada junto ao rodapé e rodatecto marcam o espaço e iluminam de forma delicada.

O pavimento interior quase se confunde com o exterior, por os dois serem em madeira e de direção bastante marcada no piso.

Depois de devidamente terminado todo o processo de obra e acabamentos, este é o aspecto da zona exterior. De fácil manutenção e de atmosfera confortável. A árvore de reduzida dimensão é uma oliveira e insere-se num quadrado de terra com iluminação de chão.

A piscina é ao fundo do terreno e vai de topo a topo. A sua cor azul transparente faz-nos querer mergulhar!

A escada de acesso

As comunicações verticais entre pisos são asseguradas por uma escada comum que de desenrola no miolo do edifício. A mesma é totalmente em madeira, a nível de degraus e o corrimão faz-se junto à parede, por uma peça de madeira de cor branca que visto de repente parece fazer parte integrante da arquitectura e do gesso das paredes. De forma subtil, a luz volta artificial volta a estar presente e além de iluminar o caminho funciona também , como parte importante da decoração do espaço, valorizando todo o percurso.

O T2

O T2  deste edifício corresponde ao 1º andar da fachada principal e foi projectado sem grandes preocupações dado servir para realojar uma antiga inquilina do prédio há mais de  50 anos.

A linguagem ainda assim mantém-se em todos os interiores do edifício e só sabendo à posteriori que o mesmo se divide em 3 distintas casas é percebido essa divisão. Pois facilmente, os 3 apartamentos formariam somente uma habitação de 3 amplos andares e grandiosas áreas.

A cama de casal abre-se sempre que necessário, já ser do tipo das que se pode recolher quando não está a uso e forma um quarto com a maior das facilidades. As restantes paredes do mesmo lado são armários com imensa arrumação interior.

O T3

O maior apartamento ficou para ultimo lugar e este fica no 2º piso e ainda na zona correspondente ao terraço. As áreas são amplas e a luminosidade é imensa. As 4 janelas iguais correspondem à zona voltada para a fachada principal e entre eles aproveitou o espaço de profundidade criando zonas de arrumação e ainda uma espécie de zona de assento. 

A casa de banho

Na casa de banho a madeira continua presente no espaço e apenas na zona de banho o mármore volta a aparecer, aplicado no piso e nas paredes. As paredes em vidro aparecem para dividir zonas mas principalmente para deixar passar luz natural a todos os espaços. Mais uma vez em calhas de tecto ou entre paredes, foram preenchidas com luz artificial não desvalorizando nunca os interiores por falta de luz.

O sótão na zona social

A zona da cozinha fica no piso mais superior, mesmo na zona do terraço. Aqui a zona ampla é preenchida pela cozinha e pelo espaço de estar e jantar, ainda que sem móveis, foi assim planeado. A varanda forrada a deck valoriza refeições ao ar livre e ainda um vista desafogada sobre a cidade. Sabemos todos que ter uma varanda e ainda um jardim com piscina em plena cidade de Lisboa é só um verdadeiro luxo e este edifício consegue ter as duas características.

O sótão

Os tectos deste ultimo piso, o sótão,  acompanham o desenho da cobertura, rasgando-se em duas janelas sobre a fachada principal e abrindo-se num terraço a tardoz, de onde se têm as melhores vistas da cidade e do rio. No tecto, foram abertas clarabóias para uma maior entrada de luz.

Que achou desta fantástica reinterpretação do antigo?
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