Casas campestres por RUBIO · BILBAO ARQUITECTOS

De velho estábulo a bonita casa rural!

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
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Na maior parte das vezes, os edifícios antigos guardam 1001 histórias ainda visíveis nos materiais, na estrutura da casa e noutros pequenos detalhes. Hoje, vamos ocupar-nos de um destes casos. O projecto consiste na restruturação de um edifício devoluto que era, outrora, um celeiro e foi agora convertido numa habitação de luxo pelo estúdio Rubio – Bilbao Arquitectos. Esta intervenção quis-se cirúrgica de forma a preservar a essência do edifício. Vamos ver esta maravilhosa transformação.

O estado do edifício antes da intervenção

Antes de conhecermos o resultado da reconstrução, vejamos primeiro o aspecto do edifício à partida. É notório que estava desabitado e que, por esse motivo, carecia de uma profunda intervenção não só do exterior, como também – e sobretudo - do interior. 

A pedra basilar estava lançada. Trata-se de uma bonita construção rústica ladeada por um espigueiro à semelhança dos que se encontra amiúde na região do Minho, em Portugal. Curioso para ver o resultado das obras?

Uma casa de campo com aspecto moderno…

Após a intervenção, a casa, apesar de manter o seu aspecto rústico aparece muito alterada. Não se mudou a composição, nem a estabilidade da estrutura para que fosse possível manter as aberturas existentes e recuperar as que se encontravam tapadas com tijolos. À surpresa mais fascinante, encontramo-la na fachada virada a sul. No piso superior, a proteger parte do vidro, existe uma portada em madeira escura com tábuas dispostas na vertical que pode ser deslizada a bel-prazer dos proprietários. Este pormenor, para além de útil, é, ao mesmo tempo e paradoxalmente, moderno e muito inspirado no aspecto típico dos celeiros.

… mas bem inserida no contexto!

Antes de se começar a reconstrução, foi essencial ter-se em consideração o contexto no qual o edifício estava inserido o que não está só relacionado com a posição geográfica, mas também com a presença de outros edifícios ao seu redor, da bela capela do século XVIII e do celeiro da mesma época.

A fachada mais compacta

Se a fachada virada a sul se abre em pleno para a paisagem, já à fachada a norte encontramo-la mais resguardada. A partir desta perspectiva, podemos ver um telhado de quadril cujo restauro exigiu um empenhado trabalho de equipa. Para esta cobertura, tentou-se utilizar ao máximo as telhas originais que foram removidas, restauradas e instaladas sobre a nova estrutura.

Um interior muito acolhedor

Chegamos ao interior e não deixamos de nos sentir conquistados pela incrível hospitalidade rústica. Os principais materiais que identificam este estilo, como é o caso da pedra e da madeira, aparecem a revestir o chão, as paredes e o tecto. Neste último, vemos sólidas vigas atravessadas longitudinalmente que imprimem carácter ao ambiente.

Um conceito moderno numa casa antiga

Tal como no exterior, também no interior se decidiu manter o espírito rústico do edifício, reinventado-se formas e criando-se uma distribuição de espaços mais moderna e cosmopolita. Esta imagem assim o denuncia. O pé direito duplo liga directamente ao andar de cima, deixando que os espaços fluam e comuniquem entre si. É uma abordagem perfeita da arquitectura do presente para esta estrutura centenária.

Uma cozinha rústica e moderna

À semelhança do resto da casa, também a cozinha surge em profundo diálogo entre o antigo e o moderno, o rústico e o contemporâneo. O resultado é muito bem conseguido. A cozinha é elegante e funcional, efeito realçado pela madeira clara usada no mobiliário. Contudo, aquilo que mais nos chama a atenção neste ambiente é a parede em pedra na zona do fogão, um detalhe do passado que nos leva a querer cozinhar o nosso prato favorito em lume brando… tal como as avós.

Materiais naturais

E por falar em materiais rústicos, não nos esqueçamos do metal. Apesar de não o encontrarmos tão presente como a pedra e a madeira, vemo-lo enquanto elemento estrutural nas traves e nas janelas, tornando-as mais sólidas e emprestando à casa aquela atmosfera plena de rusticidade, sem que se olvide o lado moderno. Vemo-lo, por exemplo, no corrimão desta escadaria com um desenho simples e pouco ornamentado.

O que achou desta reconstrução? Qual o seu detalhe predilecto? Não deixe de partilhar connosco as suas ideias!
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