por Joao Morgado - Architectural Photography

Os mais belos contrastes na arquitectura

Rita Paião – Homify Rita Paião – Homify
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João Morgado é o responsável pelas fotografias fantásticas que iremos apresentar de seguida. Apesar de se ter formado em Arquitectura em 2008, preferiu enveredar pela carreira de fotógrafo de arquitectura. Foi em 2007 que começou a colaborar frequentemente com ateliers de arquitectura nacionais e internacionais, aumentando o seu portfólio e carteira de clientes levando-o a formar a sua própria empresa “João Morgado – Fotografia de Arquitectura” no ano de 2010.

O artigo de hoje é sobre um dos seus projectos fotográficos: a Casa JA na Guarda. Trata-se de uma notável obra de arquitectura que já foi referenciada diversas vezes por algumas das mais importantes publicações e meios de comunicação da área, e a equipa de arquitectos responsável foi Filipe Pina e Maria Inês Costa.

A dupla projectou uma casa unifamiliar de 260 m2 na Guarda, a cidade mais alta de Portugal. A arquitectura no centro da Guarda é caracterizada por casas de pedra e essa parte também é encontrada neste projecto. O conceito foi combinar dois edifícios com fachadas totalmente diferentes entre si. Do lado da extensão da casa, foi escolhido um cimento liso e do outro lado manteve-se  a construção tradicional existente com a sua fachada em pedra granítica. Ao centro, uma moldura foi colocada para ligar as duas partes ajudando a ligar o lado rural ao estilo mais  moderno.

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Planeamento e organização

A casa insere-se num contexto urbano definido por diferentes tipos de construções, algo muito próprio na maior parte dos bairros portugueses, onde não existe uma grande organização e planeamento.

A casa é formada por dois andares e ainda por dois volumes como já referimos anteriormente. Do lado em pedra, o rés-do-chão contem uma garagem com capacidade para dois carros, arrumos e ainda uma casa de banho de apoio. No primeiro andar é o espaço reservado à suite e ao respectivo closet.

O elemento central que une estes dois volumes é no interior composto pelo vão de escadas. Nesta perspectiva não é possível ver-se já que a mesma fica ligeiramente recuada do nível das fachadas. Este espaço recuado é também a entrada principal da casa e assim de certo modo fica também mais reservada e protegida. 

O expressivo volume branco que vemos à esquerda alberga, todos os restantes espaços da casa: no rés-do-chão  a cozinha, a sala de jantar e a sala de estar, e ainda um pequeno pátio exterior e no primeiro andar, os quartos e casa de banho.

O 1º impacto

Na imagem é possível ter uma ideia geral de como se desenvolve a casa e, quais as suas principais características arquitectónicas. Os dois complexos foram unidos e juntam perfeitamente bem o passado e a modernidade actual, já que ao volume da casa tradicional pré-existente foram adicionados dois volumes contemporâneos. O planeamento interior abriga uma sala de estar, uma cozinha e uma garagem no piso térreo do edifício. As divisões mais privadas, como o quarto, casa de banho e biblioteca estão localizadas no primeiro andar.

A entrada

Aqui vemos o hall e a zona de entrada, que está localizada no espaço estreito entre os dois volumes. Não é perceptível à primeira vista, pois encontra-se recuada em relação aos dois volumes. Assim é possível analisar em maior detalhe a entrada da casa e perceber como esta zona exterior foi decorada de forma simples e geométrica, onde os materiais e a sua relação assumem um papel preponderante. 

Esta fotografia durante o lusco fusco permite-nos perceber de certa forma, como se desenvolvem os espaços interiores. A caixa de escadas que liga os dois volumes arquitectónicos e os diferentes espaços públicos e privados, foi projectada de uma forma minimal sem qualquer adereço ou decoração arquitectónica, antes sim de forma a banhar a casa com a luz exterior. Os diferentes materiais utilizados em ambas as fachadas aumentam a sua vivacidade. Repare nas superfícies em vidro, em pedra e nos detalhes arquitectónicos, todos estes são os responsáveis pela aumento da vivacidade deste edificio.

Elementos estruturais

No piso superior o acesso aos quartos é feito por um bonito piso em madeira. As paredes em granito fazem acompanhar também os interiores e são parte estrutural da mesma sendo a ligação à casa antiga.

As grandes superfícies em vidro deixam todo o ambiente interior iluminado e bastante brilhante. A estrutura de escadas é assente sobre ferro e os degraus são em madeira. Para de certo modo suster as mesmas, foram colocados finos cabos de aço verticais desde os degraus ao tecto, ao mesmo tempo que também criam uma leve barreira, tipo corrimão.

O coração da casa

O pátio interior e a caixa de escadas são os elementos centrais na casa. São essenciais para a distribuição espacial entre os diferentes momentos: o interior e o exterior. 
Esta imagem é um excelente exemplo de como resultou a articulação dos materiais tradicionais com os contemporâneos. A pedra granítica, os fios de aço utilizados para suportar as escadas e varões, o ferro, o vidro e, a madeira de carvalho; todos eles personagens fulcrais neste projecto.

Através das janelas de grandes dimensões e aberturas largas para o pátio da escadaria é muito simpática e brilhante. Esta imagem mostra-nos portanto uma parte do pátio central e a estrutura de escadas, ficando com uma maior noção de como é o interior do coração do edifício.

Arrumação

Em todo o andar superior o piso foi revestido a madeira de alta qualidade com a necessidade e preocupação de tornar as divisões privadas mais aconchegantes e confortáveis. Num corredor todo o espaço foi devidamente aproveitado para criar espaços de arrumação, não deixando espaço desaproveitado.

A cozinha

Aqui estamos na cozinha no piso do rés-do-chão. O estilo do mobiliário escolhido é bem simples e moderno, além de completamente branco a contrastar com o piso negro.

Uma das suas portas leva-nos ao pátio interno onde é possível usufruir com mais regularidade na Primavera e Verão.

Contraste saudável e feliz

Terminamos com uma foto em que em plano principal está uma porta, como quem diz, adeus ou um até já. Este espaço é um hall, uma zona de passagem que é fechada por uma superfície de vidro que nos faz perceber que estamos num espaço com dois períodos/estilos tão diferentes.

A mistura de materiais diferentes é uma mais valia e uma das felizes características desta habitação. Adoramos o contraste da madeira clara com a estrutura de escada e o chão nivelado negro. É uma mistura muito saudável e deixa todo o ambiente bem rústico e ao mesmo tempo completamente inovador e moderno.

Sentimos-nos bem cá dentro e isso é o mais importante!

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