Uma pequena grande casa!

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
Google+
Loading admin actions …

Quer saber como se obtém uma sensação de amplitude numa casa que não dispõe de muitos metros quadrados? Então, está no sítio certo! A Casa Ming é uma casa muito moderna cujo projecto gera a percepção de maior amplitude em relação aos metros quadrados que realmente tem. Não acha?

Todos os espaços correspondem ao desafio. A solução consistiu em estender as linhas visuais de cada divisão, alongar as paredes, organizar vestíbulos longitudinalmente e criar estruturas que simulem uma sensação de profundidade. A generosa altura dos tectos nos quartos e as duplas alturas nos jardins interiores também enfatizam a amplitude espacial. 

A iluminação natural e as linhas discretas e geométricas são, também, importantes para a obtenção dessa sensação. Um trabalho interessante do atelier LGZ Taller de Arquitectura, de Monterrey. Vamos conhecê-lo?

Um espaço aberto

Começamos a descoberta com este cenário encantador: um bonito deck rodeia a piscina que se encontra em parcialmente coberta por parte do terraço. Um pequeno jardim circunda a residência e a árvore coroa o lugar propiciando sombra à zona de refeições. As linhas longitudinais das ripas de madeira e da piscina conseguem gerar uma sensação de espaço que faz a plataforma parecer mais longa do que aquilo que realmente é.

Fachada principal

A fachada principal é branca e fria, quase imperceptível. A sua simplicidade reflecte uma atmosfera intimista: uma casa fechada para o mundo exterior, mas aberta, no interior, à vida privada. 

Uma vedação em ferro negro delimita a garagem e o acesso pedonal. Aos lados, existe vegetação que propicia cor ao conjunto. Desta perspectiva não dá para perceber quais são as dimensões do terreno. Parecem pouco generosas, mas…

Acesso

Por detrás das sólidas grades de ferro, encontramos a porta de entrada discreta num nicho bem iluminado. Esta zona é pouco perceptível a partir da rua e esconde-se por detrás da vegetação ornamental. O caminho até à entrada faz-se por via de blocos toscos em madeira escura que contrastam o cascalho que cobre o pátio frontal. A parede de pedra lateral é uma bela tela em cinza na qual as luzes reflectem, formando inquietas sombras.

Corredor de entrada

Do outro lado da porta, encontramos um longo corredor de acesso que se estende até um jardim semi-interior com uma altura dupla o que aumenta a sensação de amplitude, tal como a transparência do telhado que permite a entrada de luz natural para que esta estreita passagem não seja claustrofóbica, mas sim luminosa, ampla e aberta.

Área social e pátio interior

A área social tem uma altura muito generosa e aparece coberta por um tecto a lembrar uma pérgola que consiste em ripas de madeira que se prolongam ao longo de toda a divisão, alongando-a acentuadamente. 

No centro, há um bonito pátio – pequeno, mas perfeito – que remata visualmente esta zona da casa. O jardim vertical ao fundo deixa-nos a saber que a superfície, na realidade, não era tão grande como pensávamos, mas é fácil deixarmo-nos levar pelas sensações provocadas por cada textura e cor que a casa nos oferece. Vale ressaltar que as vistas da janelas foram limitadas a determinadas áreas que poderiam ser manipuladas pelo exterior, evitando possíveis paisagens negativas como para as ruas, para o trânsito ou para as casas da frente. Preferiu-se, então, construir de forma a que se pudesse admirar os jardins interiores, mais frescos, privados e acolhedores.  

A madeira é a protagonista da área social, aparecendo em cores claras a partir da pérgola no tecto até ao mobiliário da sala de jantar, da cozinha e da sala de estar. As cadeiras, os bancos e o tapete são de diferentes tons cinza o que resulta numa fusão de tons neutros que fazem sobressair o colorido do jardim, ao fundo, onde umas brilhantes cadeiras Acapulco aparecem, rompendo com a sobriedade e estabelecendo sedução e imponência.

Casa de banho

casa de banho é uma divisão colorida. A meio e entre duas paredes brancas, aparece uma  larga faixa de mosaicos vermelhos e em tons cereja que aparecem desde o chão até ao tecto.

Aberta à intimidade

O que acha da vista nocturna? Curiosamente, a casa manteve-se privada no interior, mas, em contrapartida, abre-se timidamente à cidade nas traseiras onde existe piscina. Daqui, pode admirar-se uma parte da vibrante e excitante vida citadina, mas pode-se também desfrutar de um agradável momento de tranquilidade e descanso. É uma área muito particular, resolvida de forma criativa e onde se conseguiu que o pequeno parecesse, afinal de contas, maior. Um espaço para viver e para ser vivido. 

A criatividade e engenho dos designers e arquitectos mexicanos não têm limites. Cada problema é visto como um desafio que se torna num princípio orientador para um design surpreendente e funcional. A Casa Ming é, sem dúvida, um exemplo disso.

O que achou deste pequeno oásis mexicano? Mudar-se-ia sem pensar duas vezes?
Casas modernas por Casas inHAUS

Precisa de ajuda com um projecto em sua casa? Entre em contacto!

Encontre inspiração para casa!