homify 360º – Lousinha Arquitectos, já ouviu falar?

Rita Paião – Homify Rita Paião – Homify
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Se sim continue a ler, se não, mais uma razão para continuar desse lado e acompanhar mais um artigo 360º e melhor do que isso, é que é nacional. Paulo Lousinha é o arquitecto responsável pelo artigo de hoje. Arquitecto de formação, começou cedo entre os melhores da sua área. Foi no fim do primeiro ano do seu curso de Arquitectura, que ao mesmo tempo que estudava, entrou para o escritório do arquitecto Fernando Távora e José Bernardo Távora. Este último foi seu professor e acompanhou de perto todo o seu percurso escolar com prática profissional desenvolvida em simultâneo.

Em 1995 iniciou a sua actividade profissional de forma independente num escritório próprio, primeiro como profissional liberal em Vila Nova de Gaia, e mais tarde na empresa com o seu nome próprio, em Aveiro. Entre obras e projectos, a lista dos seus trabalhos ultrapassa já as duzentas unidades e conta com intervenções espalhadas pelo território a norte do Mondego, mas com particular presença na área metropolitana da cidade invicta – Porto. Paulo foi premiado diversas vezes e os seus trabalhos foram seleccionados para a exposição itinerante – Geração90. No ano de 2001 recebe uma menção honrosa e em 2004 interveio com o seu conhecimento no Programa Gaiapólis.

O projecto em destaque de hoje, é o Edifício MPA ( Rua Manuel Pinto de Azevedo) no Porto, o qual foi alvo de um prémio por ter ficado entre os 70 finalistas do Edifício do ano 2012 e ainda ter sido seleccionado para a quarta edição da Habitar Portugal. Ficou curioso? Venha daí..

A função e a volumetria

De uso misto, o edifício acolhe uma escola e diversos escritórios. Para permitir a autonomização de usos, duas colunas de comunicações verticais funcionam independentemente e cada uma desempenha as suas funções. A referência ao passado industrial do lugar manteve-se sempre presente nas opções de desenho e materialidade do edifício.

O volume construído quis afirmar dois momentos: 

- o do contacto com o solo num piso muito transparente, numa quase totalidade de vidro, onde todos os planos opacos são revestidos a chapa de ferro; 

- e sobre o padrão da fachada que é nada mais nada menos, do que um jogo que esconde e mostra cheios e vazios numa relação muito forte entre o opaco e o transparente, enfatizado em grande parte pela profundidade do plano de vidro.

O planeamento e os materiais

O Edíficio MPA foi implantado num terreno com uma área aproximada de 1360 m². O projecto desenvolveu-se na antiga zona industrial do Porto e actualmente encontra-se num processo de regeneração do solo para proceder à actividades empresariais em substituição da anterior função industrial.

A referência ao passado industrial do lugar manteve-se sempre presente durante as diversas opções de desenho e materialidade do edifício, assim sendo, a escolha dos materiais recaiu sobre ferro e reboco escuro.

Fachada aqui, fachada ali

O edifício e a sua implantação respeita o plano de loteamento e as suas fachadas foram devidamente planeadas. A fachada sudoeste procura o diálogo com espaço público além de que contribui para definir uma nova praça, desenhando uma frente marcada pela relação das entradas no edifício e em lojas. Este desenho é reforçado pelo facto de o edifício se fechar na pequena frente de rua.

Entre a realidade e a ficção

No exterior, do lado de fora do edifício, se olhar em direcção ao céu esta será a sua visão. Uma panorâmica de fundo azul contrastada pelo reboco escuro e a transparência e luminosidade dos vidros das janelas. O edifício é composto por  6 andares excluindo o rés do chão, mas a sensação que se tem ao olhar para cima é do edifício ser realmente mais alto. 

A simplicidade dos interiores

Não só dos exteriores vive este edifício e prova está nas imagens seguintes. Os interiores mantêm o seu desenho próprio e a paleta de cores é bicolor, reduzindo-se ao preto e branco.

O pé direito

O pé direito nas zonas de hall entrada é altíssimo e a sensação de amplitude e luminosidade no interior é máxima. As janelas quadradas e desalinhadas, vistas do interior representam aquele jogo de cheios e vazios que frisei anteriormente.

A escadaria

O vão de escadas é aberto e dá directamente para as zonas mais amplas do edifício. O desenho das mesmas é simples e parece flutuar no vazio espacial. A estrutura é em aço cinzento tal como os caixilhos das janelas, apesar dos mesmos serem de tamanho reduzido quando vistos do lado exterior, com o objectivo de aumentar visualmente a zona envidraçada.

O pavimento e as paredes num branco lixívia contrastam com os cinzas e pretos.

Junto às nuvens

No último andar, existe uma varanda em cada um dos polos. Daqui é possível uma vista panorâmica. O gradeamento é de igual desenho e material do das escadas do interior, existindo sempre uma mesma linguagem em todo o projecto.

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