A casa de madeira com que sempre sonhou

Mariana Caldeira Mariana Caldeira
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Talvez seja por Portugal ser um país abençoado por paisagens naturais fantásticas, que encontramos no nosso território um grande fascínio pela arquitectura em madeira. Seja na estrutura ou noutros detalhes construtivos, este material participa no discurso arquitectónico português desde os seus primórdios.  

É da vontade de adaptar este material às exigências da contemporaneidade, que surge o atelier Norma – Nova Arquitetura em Madeira. Baseando-se em três alicerces fundamentais – ecologia, estabilidade e eficiência – a equipa multidisciplinar tem desenvolvido, ao longo dos últimos anos, os mais variados projetos ligados à arquitetura.

Hoje trazemos-lhe um projeto dedicado a todas as crianças que desejavam ter uma casa na árvore ou um anexo privado e nunca viram o seu sonho concretizado. Se ainda não perdeu a esperança, venha connosco e descubra como é possível construir um pequeno anexo à sua habitação, com a segurança e conforto do século XXI.

Lugar

O lugar disponível para esta intervenção encontra-se numa pequena freguesia do concelho de Penafiel que ganhou o seu nome graças à presença de uma relíquia sagrada em forma de crânio de criança coberto por um encaixes de cintas de prata. Integrada no interflúvio formado pelos rios Douro, Tâmega e Sousa, Cabeça Santa caracteriza-se pela sua paisagem verde, marcada pela presença de pinheiros e eucaliptos. Com uma densidade urbana consideravelmente baixa, a área de intervenção configura-se como o local ideal para relaxar.

Intervenção

O cliente pretendia construir um anexo à casa principal capaz de garantir todas as funções inerentes a uma habitação para uma pessoa com mobilidade reduzida. Sendo assim, o projeto de arquitetura foi desenvolvido com especial atenção a todos os detalhes que poderiam influenciar os movimentos dentro e fora do espaço. Este novo espaço é constituído por um único piso com circulação muito livre onde o acesso é feito a partir de um caminho plano em madeira facilmente atravessado por uma cadeira de rodas. 

Arquitetura

A volumetria final da obra caracteriza-se pela introdução de uma referência à tradicional casa portuguesa constituída por uma cobertura de duas águas. As fachadas que acompanham a planta rectangular são rasgadas por grandes vãos que permitem que a luz entre e a natureza participe nos interiores. 

Interiores

Os interiores foram equipados de forma a proporcionar uma atmosfera acolhedora sem comprometer as exigências a nível de mobilidade já referidas. A integração de mobília simples com cores neutras evidência a relação com a paisagem que assume um papel preponderante no ambiente de cada divisão.

Casa de banho

Apesar das exigências a nível de privacidade terem dado origem a uma casa de banho com uma iluminação inferior à das restantes divisões, esta foi equipada com loiça, espelhos e outros acessórias em linhas minimalistas que conferem uma certa leveza ao espaço.

Cozinha

De forma a proporcionar o máximo de conforto ao anexo, ainda foi possível incorporar uma pequena cozinha que integra todas as funções essenciais inerentes à divisão. A escolha do branco além de estabelecer um contraste interessante com a madeira, multiplica a sensação de iluminação proveniente do sistema de vãos.

Relaxar

A forma como o novo espaço é integrado no terreno e a tentativa de incorporar a paisagem envolvente na atmosfera interior do anexo, revelam o respeito pelo lugar num ambiente ideal para fugir da confusão urbana e relaxar. No entanto, é o carinho com que o projeto foi desenvolvido e a preocupação com o conforto de um habitante com mobilidade reduzida que fazem desta obra um trabalho exemplar. Embora muitas vezes esquecida, a arquitetura ainda é uma ferramenta social capaz de transformar a vida das pessoas através de intervenções muito simples.

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