Ilhas de cozinha: regras e conselhos

Sílvia Cardoso – homify Sílvia Cardoso – homify
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As ilhas estão na moda. Todos suspiramos quando as vemos numa revista de decoração e, agora, é muito mais fácil a nossa cozinha parecer um recorte dessa revista. A indústria dedicada ao fabrico de cozinhas dispõe de uma vasta oferta que varia em cor, em materiais, em forma e, claro está, em preço. Porém, no meio de tantas opções, é fácil sentirmo-nos perdidos e antes de optarmos por uma ilha de cozinha, convém conhecermos exactamente cada material, o preço dele, se a configuração da nossa cozinha é apta a receber uma ilha, se queremos uma ilha mais tradicional ou com linhas mais futuristas, entre outras coisas. Estamos a falar de uma divisão de grande importância dentro de casa, logo, importa que seja funcional e esteticamente apelativa. 

No artigo de hoje, descortinamos o processo que deve estar por detrás da escolha de uma ilha de cozinha. Se está a pensar comprar uma, não se esqueça de ponderar cada um destes passos.

Tamanho da cozinha

Cozinhas modernas por Artichoke
Artichoke

Project 820

Artichoke

Independentemente do tamanho da cozinha, há três pontos principais que devem estar completamente desobstruídos: a banca, o fogão e o frigorífico. Segundo os especialistas, são estes os três elementos mais usados numa cozinha e, em boa verdade, nem precisamos que um especialista nos indique isso. É bastante claro. Porém, convém sempre lembrar. O sonho de ter uma ilha cozinha pode levar-nos a não pensar muito claramente.

Depois, há que tirar medidas uma, duas ou três vezes. A ilha não pode ser o elefante a meio da divisão, mas antes um móvel funcional que o apoie nas actividades diárias. Certifique-se que, depois de instalada, ainda há espaço suficiente para circular em seu redor e para a colocação de uma mesa se assim o desejar. Pode até fazer uma experiência. Pegue em várias caixas de cartão e amontoe-as de maneira a que ocupem o mesmo espaço que a ilha vai ocupar para ter uma noção antes de instalar “the real deal”. Depois, é só tirar as suas conclusões.  

Cozinhas em forma de “U” ou “L” são as que mais facilmente acomodam uma ilha. Ao colocar a ilha no centro de uma cozinha em formato de “U” fica com duas zonas distintas. Numa cozinha em “L” a ilha demarca o espaço entre a extremidade aberta da cozinha e o resto da casa. Numa cozinha com península, a ilha não só não é necessária, como não funciona.

Estilo

A ilha pode seguir o mesmo estilo da cozinha ou aparecer enquanto contraste em termos de estilo ou cor. Pode, também, optar-se por uma ilha fixa no chão ou uma com rodas que lhe permita mudar a configuração da divisão a nosso bel-prazer. Há, igualmente, ilhas com armários, prateleiras, garrafeiras ou electrodomésticos embutidos. Estas ilhas opõem-se às que são deixadas completamente abertas. No último caso, tem que ser mais cauteloso com os objectos que lá vai dispor. Certifique-se de fica tudo arrumado e bonito. Mas, é uma óptima opção para limpar e para áreas mais pequenas. Se vai receber pessoas em casa, por exemplo, basta empurrá-la para um recanto para ganhar espaço. Já no primeiro caso, pode acrescentar bancos altos de um dos lados para usar a ilha enquanto área de refeições ou adicionar-lhe um avançado a servir de mesa que pode usar para comer, para pousar o computador, para os seus filhos fazerem os trabalhos de casa, entre outras coisas.

Orçamento

Cozinhas modernas por Versat

Consoante o seu orçamento, assim a sua ilha de cozinha. Encontramo-las em tão variados estilos que não é difícil destrinçar as mais caras das mais baratas. Se o seu orçamento é menos avultado, terá, possivelmente, que abdicar de alguns materiais como o mármore, o esteatito (pedra-sabão), os granitos mais exóticos, o latão ou o zinco – estes dois últimos, incomuns, mas dispendiosos -. A menos que queira um investimento para a vida. Aí sim, pode faça uma poupança para adquirir a ilha que sempre quis.

Ainda que não nos pareça árdua a tarefa de encontra uma ilha de cozinha nova a um bom preço, também pode considerar comprá-la em segunda mão em sites de leilões on-line. Neste caso, certifique-se da integridade do material. Pode encontrá-lo em perfeito estado e nem precisar de fazer nada, pode ser preciso lixar, pintar ou substituir o tampo ou, na pior das hipóteses, apresentar danos irreversíveis que não justifiquem a compra.

Materiais

Casa em Braga: Cozinhas modernas por CASA MARQUES INTERIORES

O granito, o esteatito e a ardósia são as pedras mais usadas para os revestimentos em cozinhas. Ao granito, encontramo-lo disponível em diversas cores. É, definitivamente, a pedra mais popular, sobretudo pela sua durabilidade. Deve, porém, levar um bom acabamento que convém renovar de dez em dez anos ou de quinze em quinze anos, no máximo. O granito não é um material barato. No entanto, a vasta procura fez com que o seu preço estabilizasse nos últimos anos. O esteatito e a ardósia são menos correntes se comparadas ao granito e não existem numa multiplicidade de cores tão ampla. O esteatito é poroso e deve ser selado com óleo mineral para reduzir as manchas. Já a ardósia é não porosa e não exige manutenção. Todas estas opções são resilientes mesmo na mais feroz das cozinhas. O plástico laminado com acabamento em mate também é uma boa escolha para o tampo da sua ilha. É um material resistente e encontra-o disponível a preços razoáveis, embora o custo total depois de levar um acabamento possa aumentar. Mas, é essencial que o faça.

Os mosaicos também têm vindo a ser utilizados amiúde em cozinhas. Dão-lhes cor, vida e personalidade. Para além disso, Portugal é conhecido pela sua bela azulejaria que fica sempre bem quando sensatamente colocada num interior. Seja cuidadoso a escolher os azulejos. Não deve usar azulejos de parede para cobrir um balcão visto que se quebrarão facilmente. Opte por azulejos mais espessos. O preço depende do mosaico que escolher, pode variar abruptamente por causa disso. 

A madeira é um dos materiais que mais encontramos em cozinhas. Aos que crêem que a madeira armazena germes ou bactérias, fica aqui a nossa promessa de que estão enganados. Há estudos que comprovam precisamente o contrário e que nos deixam a saber que as bactérias não resistem à madeira e morrem em menos de três minutos. A madeira é, assim, uma opção muito mais viável do que o plástico. Também deve ter um bom acabamento com a desvantagem de que o pode ter que renovar com maior assiduidade. 

Não queremos deixar de incluir o cimento nesta nossa lista, agora que ele é uma das “super” tendências. Ele existe com tonalidades diferentes, conseguidas através da adição de pigmentos noutros tons. Escolha um fabricante que lhe faça uma placa de cimento de boa qualidade, não porosa e sem risco de se rachar ou partir. Pode ter ali um balcão para a vida.

Criatividade

Para emprestar à sua cozinha algum drama, pode sempre optar por um modelo de ilha mais escultural com pontas arredondadas ou outras formas mais dinâmicas e futuristas. Se não vai tão longe, a criatividade pode aparecer através de uma simples adição de cor quer no balcão, quer nas cadeiras que o ladeiam ou, ainda na iluminação suspensa sobre ele. Tenha em conta que o balcão não tem que ser a condizer com o resto da cozinha e pode surgir enquanto elemento de destaque. Por isso inspire-se nesta proposta do gabinete polaco Maciej Janeczek Architekt e…  ’think outside the box’!

Está a ponderar inserir uma ilha na sua cozinha? Este artigo ajudou-o? 
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