Reabilitação de sonho no coração de Lisboa

Maria Miranda – HOMIFY Maria Miranda – HOMIFY
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A magnífica reabilitação que lhe mostramos hoje terá acompanhado a história da capital.Tendo-se desenvolvido através de diversas reabilitações e expansões, possui na sua estrutura construída camadas inicias que pertencerão ao séculos XII a XV (o rés-do-chão e primeiro andar) e a uma fase pós-Pombalina, consequente do terramoto que abalou a cidade em 1755 (o segundo andar e o sótão). O que faz com que pertença ao nível II de áreas de valor Arqueológico. 

Hoje este imóvel, de 1158,40 m2 de área total, conta a história deste século na medida em que foi recuperado e modernizado de forma exímia e que está destinado a alojar locais mas também os inúmeros turistas que enchem Lisboa nos dias de hoje. Contada a história de Lisboa importa referir que esta habitação está localizada na Freguesia de Santa Maria Maior, no coração da cidade, próximo do castelo São Jorge.

A recuperação é da autoria de André Espinho Arquitetura, que em conjunto com uma equipa de Engenheiros, Técnicos e construtores, tornaram este projeto realidade. Este é um gabinete de arquitetura com Experiência  em Arquitectura, Arquitectura de Interiores nas fases de Concepção, Execução, Gestão e Coordenação de Projecto, contemplando o Acompanhamento e Assistência Técnica de Obra, e que conta já com diversos prémios de arte e arquitetura.

Lisboa tem sido alvo de inúmeros projetos de reabilitação e este é um dos que vai querer conhecer! 

Fotografias de Giorgio Bordino, André Espinho e João Gouveia.

Fachada anterior à intervenção

Esta imagem mostra-nos o exterior do imóvel, onde é possível ver o grau de degradação da fachada e abandono em que se encontrava. 

Quem diria que ainda aproveitando o que restava de uma casa pombalina se fariam 22 apartamentos, T0 e T1 com uma linguagem moderna, bonita e simples; eficiente para alojamento local e turismo!

E ainda que este edifício abandonado um edifício com o mais alto carimbo da Certificação Energética, o tipo A?!

Não é por acaso que esta reabilitação ganhou neste ano de 2015 o Prémio Nacional para a Reabilitação Urbana.

Renovação da fachada

A fachada pintada de cor azul, encontra-se perfeitamente integrada na sua envolvente, os principais traços, portas e janelas permaneceram com a configuração que tinham, desenvolvendo-se em três pisos e o sótão. 

Vãos muito característicos da Arquitetura Pombalina e muito frequentes por toda a cidade especialmente nesta zona.

A entrada

O conceito de reabilitação patente neste projeto foi o de enfatizar a complexidade e heterogeneidade estrutural, em que os elementos do passado, mais resistentes foram tidos como orientadores do processo de desenho do espaço, articulando a circulação e os compartimentos interiores, assim como a relação do todo com a rua e o pátio.

A entrada é feita por um corredor estreito que conduz a uma escadaria, onde são perceptíveis os diferentes séculos que constituíram esta habitação. É interessante sentir o encontro de elementos que remetem para uma fase antiga da habitação (por exemplo a madeira do chão e o friso de azulejos)  e uma fase nova (o branco das paredes e a iluminação).

A iluminação de tecto que acompanha as escadas confere um ambiente exótico à entrada do edifício. 

Quarto e Kitchenette

Alguns quartos integram eficientemente uma área de Kitchenette e uma pequena mesa também ela em tons branco.

Este elemento é muito importante especialmente para turistas, uma vez que muitos procuram habitação temporária com espaço de cozinha integrado para que possam cozinhar se necessário ou por exemplo aquecer um chá.  

Outro aspeto que enriquece este projeto são as intervenções artísticas que se podem encontrar nos diferentes apartamentos, os artistas tornaram ainda mais notável o conceito desta reabilitação e a simbiose entre a arte e este projeto de reabilitalão.

Outro quartos que inspiram aqui!

Cozinha e Sala

As divisões integram bem as diferentes funcionalidades que o espaço precisa de ter, são várias funcionalidades num compartimento, áreas luminosas onde foram incluídos, sempre mantendo o conceito de intervenção uma elegante mesa e cadeiras de sala e um armário branco que formaliza o espaço da cozinha.

As Varandas

Algumas divisões comunicam com um pequeno pátio, também este renovado.

Este pátio está decorado com uma parede de pequenos vasos de plantas, uma solução muito simples e moderna que torna o espaço mais interessante e aprazível.

O espaço de varanda de algumas divisões é ainda amplo, esta é uma grande mais valia, de que nem todas as casas desta zona beneficíam.

O pátio

Ter um pátio em casa em Lisboa é um privilégio! Este integra uma vez mais o novo e o antigo no que toca ao seu traçado e escolha dos materiais. 

Tem espaço para algum verde e ainda um espaço para que se possa desfrutar da Luz de Lisboa!

Outra reabilitação urbana fantástica, no coração da cidade de Lisboa pode ser vista aqui!

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