D. sebastião por mr. doe clássico | homify

D. Sebastião, sendo único herdeiro do trono desde os 3 anos de idade, toma conta do governo apenas aos quatorze anos. Sendo, além de jovem, muito religioso e influenciável, o seu modelo eram os antigos heróis e o seu sonho as grandes batalhas de combate aos infiéis. Daí que o seu principal projeto fosse conquistar Marrocos aos muçulmanos.

Não era, aliás, o único a defender esta idéia. Desde que a Índia começara a dar mais prejuízos que lucros, muita gente estava de acordo em que era preferível conquistar o Norte de África – zona rica em cereais e comércio – do que continuar a manter com grandes sacrifícios o Império do Oriente. Em 1578, tinha então vinte e quatro anos, partiu para Marrocos com um exército de dezassete mil homens, dos quais cerca de um terço eram mercenários estrangeiros. O rei morreu na batalha, mas nenhum dos portugueses que regressaram disse que viu o seu corpo. Daí ter ficado a esperança em todos os Portugueses do seu regresso numa manhã de nevoeiro. D. Sebastião o Banco, á semelhança da personagem que personifica, trata-se de uma peça jovial, com pretensões a marcar o seu tempo e cultura. É constituído por uma base em madeira semi-abobada e torneada que remete para o classico, tempos e conquistas antigas, tal como D. Sebastião simpatizava e pela zona de assento que vai buscar influencia ás suas vestes nomeadamente a “gola”.

O assento devido a sua estrutura e pelo facto de estar solto da base é-lhe conferida alguma instabilidade no acto de sentar sem nunca desfraldar o conforto e ergonomia, pois este roda 360º o que facilita a comunicação em grupo e rápido ajuste de posição. Foi pensado para que a elegância e identidade e tradição estivesse implícita, tendo sido colocado valor acrescentado através dos materiais nobres que nos aparecem em toda a sua estrutura.

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