Telhados de quatro águas: inspiração, fotos e projetos de arquitetura | homify Telhados de quatro águas: inspiração, fotos e projetos de arquitetura

Telhados de quatro águas: inspiração, fotos e projetos de arquitetura

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Definição de telhado de quatro águas 

Em arquitetura “águas” são as vertentes, as áreas inclinadas que ajudam a afastar a água da chuva da estrutura do edifício. 

Então um telhado de quatro águas é uma cobertura constituída por quatro vertentes que se intersectam definindo uma cumeeira e quatro rincões, ou uma cobertura construída por quatro águas que se intersectam definindo quatro rincões a convergir num único ponto. 

Em Portugal podem ser encontrados em duas formas mais comuns: 

- com a cobertura aparente, onde as quatro águas ficam aparentes; 

- escondido, em que a estrutura com quatro vertentes é construída com uma inclinação mais pequena e uma parede mais alta, chamada platibanda, esconde a cobertura. 

Como qualquer telhado com mais do que uma água, este telhado é constituído por uma estrutura, ou madeiramento, que pode ser de madeira, cimento ou metal, e pela cobertura. Tem também cumeeiras, que são as arestas horizontais delimitadas pelo encontro entre duas águas e beirais (projeções do telhado para fora do alinhamento da parede para afastar a água desta). Mas para além destes elementos, um telhado destes também pode ser constituído por: 

Espigões: arestas inclinadas formadas pela junção entre duas águas formando ângulos salientes; 

Rincões: semelhantes aos espigões, mas formando um ângulo reentrante, ou seja uma caleira para captar a água; 

Peças complementares: componentes normalmente do mesmo material do telhado que permitem fazer os acabamentos e que podem ser usados em cumeeiras, rincões, espigões e outros arremates em geral. Também podem ser peças decorativas e ou destinadas a promover a ventilação ou mesmo a iluminação; As peças complementares mais comuns são os rufos (peça de arremate entre o telhado e a parede), as Fiadas (sequência de telhas na direção da sua largura) e os Vértices (colocados no vértice da junção da linha de cumeeira com uma linha de espigão).

Diferentes tipos de materiais e respectivos custos 

À semelhança do que acontece com os telhados de duas águas, também os telhados de quatro águas podem ser concretizados numa grande variedade de materiais, desde a argila ao cimento, asfalto, metal ou madeira, ou mesmo compostos plásticos que podem receber o acabamento desejado. 

O material escolhido para fazer a cobertura da sua casa é tão importante para o seu estilo como a própria forma. O asfalto, pouco utilizado no nosso país em projetos residenciais, é dos materiais mais baratos mas não irá beneficiar grandemente o estilo da sua casa, já os outros podem ficar muito belos conforme o material e o acabamento escolhido. A telha de argila, tão vulgar no nosso país que até tem um formato próprio chamado de “telha portuguesa” é imprescindível para conseguir um look bem integrado na envolvente, uma vez que a maior parte das casas, sobretudo em zonas de moradias unifamiliares, tinha esta cobertura. Mas é também fundamental se deseja obter um aspeto tradicional, mas ao mesmo tempo muito atual, porque é indiscutível: esta estética continua a ser muito apreciada na nossa cultura, e fica linda, pese embora a sua fragilidade, o seu custo e o seu peso sobre a estrutura (que pode requerer reforços nesta)! 

As telhas de cimento podem proporcionar-lhe uma estética moderna, sobretudo se forem de cor preta, mas podem ser impraticáveis nesta cor em muitos sítios, sobretudo em zonas antigas e históricas. Como estas telhas podem sair ligeiramente mais baratas do que as de barro, se quer mesmo colocá-las, saiba que hoje em dia há imensos acabamentos para este material, inclusivamente o de telha de argila. Em termos funcionais estas duas opções equivalem-se bastante, com algum peso extra para as telhas de cimento.

As telhas metálicas, em placas grandes, são bastante utilizadas para cobrir telhados planos que ficam escondidos ou em edifícios comerciais, e são pouco utilizadas no nosso país noutro tipo de projetos, pois normalmente dão um aspeto pouco desejável. 

Podem ser feitas de alumínio, aço, liga de zinco ou cobre, e são duráveis, bastante resistentes e energeticamente eficientes. Um telhado de telhas de cobre, pequenas e bem instaladas, pode dar à sua casa um tom de luxo intemporal, com reminiscências vintage. É instalado inacabado e adquire uma pátina verde de proteção com a idade, mas é bastante caro e muito raro no nosso país. Dos seus inconvenientes destacamos o facto de ser muito ruidoso sob uma chuvada. 

Um telhado de madeira é quase um sonho. As telhas de madeira dão à casa um tom rústico chique extremamente apreciado, mas são muito caras, têm uma instalação mais complicada (que tem mesmo de envolver profissionais competentes para ficar bem feita) e uma manutenção intensa e cara ao longo da sua vida útil. Se aprecia esta estética, mas não se pode dar ao luxo de cobrir toda a casa com telhas de madeira pode optar por cobrir apenas uma secção de telhado, ou mesmo optar por telhas de plástico com acabamento a imitar madeira. 

Um telhado de ardósia num telhado de quatro águas vai conferir à sua casa um ar de mansarda do período vitoriano, clássico e imponente. Mas a ardósia é um material caro, pesado, quebradiço na instalação e que precisa de uma manutenção tão frequente e cara como a madeira. Se quer muito este look o melhor é optar por cimento, argila, ou plástico com acabamento a imitar ardósia.

Processo de instalação para construir um telhado de quatro águas 

a) Medição do comprimento dos elementos do madeiramento (caibros, vigas da empena e viga do cume) calculando espaço no fim dos caibros e vigas para permitir o encaixe da viga do cume. 

b) Marcação dos pontos onde os caibros, as vigas da empena e as ripas serão fixadas nas paredes; 

c)Medição dos caibros de acordo com a inclinação pretendida para o telhado, estabelecendo o ângulo, e sua disposição na estrutura, com um distanciamento de 50cm entre si. 

d) Os caibros devem ser instalados nas posições designadas e erguidos para colocar a placa do cume na altura correta, e devidamente pregados nesta. A sua fixação na parede deve ser feita com vigas para apoio extra; 

e) Medição e corte das ripas, e sua colocação transversalmente ao caibros, com espaçamento de 50cm; 

f) Fixação das vigas da empena à placa do cume, usando vigas para fixá-las à parede. Depois fixação destas à parede; 

g) Cobertura da estrutura com placas de madeira, ou outro material isolador;

h) Colocação da cobertura de telhas escolhida e acabamentos.

Telhado de quatro águas vs. Telhado de duas águas – Prós e contras de cada um  

O telhado de quatro águas tem a grande vantagem de ser mais resistente às condições atmosféricas adversas, como chuva e neve, o que é importante em zonas onde estes fenómenos meteorológicos sejam abundantes. Também tem a vantagem de produzir áreas de sótão mais amplas e mais fáceis de aproveitar. Nestes telhados de quatro águas é muito comum encontrar águas furtadas que geram espaços de vivência fabulosos, muitas vezes convertido em lofts. E também permite uma maior diversidade de formas e acabamentos o que pode ser crucial para a aparência e estilo do projeto. É no fundo um telhado um pouco mais complexo, que leva mais material e se torna mais caro (são os seu principais contras), e por isso mais sujeito a sofrer infiltrações, sobretudo se não foi executado por um profissional, mas que é bastante mais versátil do que o de duas águas. 

O telhado de duas águas é mais simples de fazer, mais barato, gera sótãos fantásticos e é bastante resistente às inclemências do clima. Tem também como desvantagem não resistir bem a ventos fortes, o que em algumas zonas do nosso país já começa a representar um problema. Mas num clima temperado e agradável como o nosso o que vai contar mesmo é o seu gosto e a contribuição estética que cada um representa num projeto.